Favorecimento

Bruno Covas: MP investiga contratos assinados durante a pandemia

Novos contratos assinados pela Secretaria de Esportes, que somam R$ 6 milhões mensais, favorecem uma mesma empresa

Prefeitura de São Paulo
Secretaria de Esportes da gestão Bruno Covas (PSDB) estaria onerando a gestão

São Paulo – A gestão do candidato à reeleição Bruno Covas (PSDB) está na mira do Ministério Público do Estado de São Paulo. Dois inquéritos foram instaurados para apurar supostas irregularidades em licitação para contratação de serviços na Secretaria Municipal de Esportes (Seme). A investigação partiu de uma denúncia anônima, segundo a qual um diretor da secretaria, fiscal dos contratos suspeitos, teria indicado um intermediário para cobrar “vantagem financeira” das empresas prestadoras de serviço. Somando R$ 6 milhões mensais, esses contratos trazem custos mais elevados aos cofres públicos do que os rescindidos pela Seme. A informação é da coluna Olhar Olímpico, assinada por Demétrio Vecchioli no UOL.

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De acordo com a coluna, a gestão Bruno Covas lançou sete editais para substituir 12 contratos de prestação de serviços de limpeza, monitoramento aquático e segurança até então vigentes, assinados entre 2014 e 2019. Em sete deles venceram empresas que ofereceram serviços mais caros. Foram descartados lances mais baixos e até mesmo as empresas que já prestavam serviços à secretaria. Isso aconteceu depois que o atual secretário, Maurício Bezerra Ladim, tomou posse há um ano.

Ao Uol, a prefeitura alegou que “a maioria dos contratos existentes não pode ser prorrogada pois prazos de vigência já haviam ultrapassado o período legal de 5 anos previsto pela legislação”.

Negócios em família

Em um dos pregões citados na reportagem, o 13/2020, de julho, para serviços de limpeza na sede da Seme, oito empresas foram desclassificadas pela pregoeira Fernanda Rodgerio até a declaração da vencedora, a AT & Santos Consultoria, que deu o pior lance final. Entre as desclassificadas estava a L.A.S Serviços de Limpeza, que pertence à filha do proprietário da AT & Santos, Adalberto Tabajara dos Santos.

A A&T Santos saiu vencedora também do pregão 018/2020, também para serviços de limpeza, com a oferta mais alta. No pregão de número 07/2020, um dos investigados pelo MP, as oito empresas com preços finais mais baixos foram desclassificadas.

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