No Acre

Rio Branco: Bocalom (PP) é eleito prefeito

Professor universitário e ex-prefeito recebeu 62% dos votos; Socorro Neri (PSB) teve 37,9%

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Bocalom foi o primeiro prefeito do município de Acrelândia (AC), entre 1993 à 1996, e Secretário Estadual de Agricultura do Estado do Acre, de Janeiro de 1999 à Maio de 2000

São Paulo – O candidato Tião Bocalom (PP) venceu Socorro Neri (PSB) e foi eleito prefeito em Rio Branco, capital do Acre, neste domingo (29), após 100% das urnas apuradas. O professor universitário e ex-prefeito, de 67 anos, teve 62,9% dos votos válidos. Sua vice é a ex-deputada federal Marfisa Galvão (PSD).

A atual prefeita, Socorro Neri, doutora em educação, e seu vice, o advogado Eduardo Ribeiro (PDT), tiveram a preferência de 37% dos votantes. Brancos e nulos somaram 4,6% e 82 mil eleitores se abstiveram de votar (cerca de 32%), de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AC). A pesquisa Ibope encomendada pela Rede Amazônica, divulgada na última quinta-feira (26), já dava ao prefeito agora eleito uma grande vantagem contra a concorrente.

Bocalom é ex-presidente regional do Democratas, quando ocupou o cargo entre 2013 a 2017. Foi o primeiro prefeito do município de Acrelândia (AC), entre 1993 à 1996, e Secretário Estadual de Agricultura do Estado do Acre, de Janeiro de 1999 à Maio de 2000. Em 2018, apoiado por Jair Bolsonaro, disputou a eleição para deputado federal pelo PSL, mas não foi eleito.

A mais ocidental

Capital mais ocidental do Brasil, Rio Branco tem pouco mais de 407,3 mil habitantes e pouco mais de 256 mil eleitores. É a sexta mais populosa da região Norte do Brasil e tem um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,754, considerado alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Na educação, esse índice chega a 0,860 – o do Brasil é 0,849.

Com o maior PIB do estado do Acre, a capital é um dos principais centros financeiros da região e vê o agronegócio se expandir como um dos principais eixos de sua economia. A cidade conta com a maior malha cicloviária proporcional por habitante do Brasil.