Justiça para Lula

Lava Jato reconhece legalidade das palestras de Lula cinco anos depois

Juiza Gabriela Hardt admitiu “ausência de prova suficiente” de crime no recebimento dos valores pelas palestras do ex-presidente

Ricardo Stuckert
Entre 2011 e 2015, Lula deu 72 palestras empresariais pagas, para 45 empresas contratantes no Brasil e no exterior

São Paulo – Depois de cinco anos de investigações, a Operação Lava Jato finalmente reconheceu a legalidade das palestras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em sentença assinada pela juíza Gabriela Hardt, da Justiça Federal do Paraná, no último dia 24, a magistrada diz que foram legais as 23 palestras de Lula a empreiteiras investigadas na Lava Jato. “Não houve comprovação de que os valores bloqueados possuem origem ilícita. Deve-se presumir sua licitude”.

Gabriela Hardt é a juíza que condenou Lula por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia (SP) e que escreveu sua sentença a partir de um “Control C, Control V” na sentença do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, no caso do tríplex de Guarujá, no litoral paulista.

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Perseguição a Lula

Segundo notícia divulgada nesta sexta-feira (2) pelo site da revista Veja, da Editora Abril, que sempre perseguiu Lula, a juíza admitiu “ausência de prova suficiente” de crime no recebimento dos valores pelo ex-presidente. A magistrada autorizou a liberação de metade dos R$ 9,3 milhões que estavam bloqueados em uma conta do ex-presidente. A decisão foi dada no âmbito do processo que analisa o espólio da ex-primeira-dama Marisa Letícia.

“A justificativa para manter-se o bloqueio da integralidade dos ativos financeiros de Luiz Inácio Lula da Silva baseava-se na suspeita da prática de crimes envolvendo as palestras ministradas pelo ex-presidente. Todavia, a autoridade policial concluiu não haver indícios nesse sentido, com o que concordou o MPF. Por tais motivos, o bloqueio integral de tais valores não mais se sustenta”, escreveu Gabriela Hardt.

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Revista Veja sempre perseguiu Lula (Fotos: Reprodução)