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Lava Jato em São Paulo chega ao fim sem concluir investigações

Operação tem sob sua responsabilidade as investigações sobre de irregularidades cometidas por governos do PSDB em grandes obras, como Rodoanel e Metrô

Rovena Rosa / ABr
Ex-governador José Serra foi denunciado pela atuação da força-tarefa em São Paulo

São Paulo – A força-tarefa da Lava Jato em São Paulo chega, nesta terça-feira (29), ao seu último dia de atuação nos moldes atuais sob indefinição quanto ao futuro das investigações. Parte do acervo coletado durante os mais de três anos da força-tarefa paulista pode ser redistribuído dentro do Ministério Público Federal em São Paulo após avaliação de um grupo de procuradores que assumirá os casos. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Na tentativa de evitar que grandes investigações fiquem sem conclusão, os últimos quatro integrantes da força-tarefa têm trabalhado para enviar alguns dos inquéritos que tocavam à Polícia Federal. 

A Operação Lava Jato de São Paulo tem sob sua responsabilidade as investigações sobre de irregularidades cometidas por governos do PSDB em grandes obras, como Rodoanel e Metrô. 

No início de setembro, a força-tarefa informou à Procuradoria-Geral da República e ao Conselho Superior do Ministério Público Federal que deixaria a Lava Jato, de forma escalonada, ao longo do mês. Dos oito procuradores, quatro ainda permanecem trabalhando até o fim desta terça, informa a Folha de S.Paulo.

Em nota, a assessoria de comunicação do Ministério Público Federal em São Paulo disse que as investigações da operação “continuam em andamento”.

A Lava Jato de São Paulo foi criada em 2017 e expandida em 2018, com o objetivo de cuidar de desdobramentos da operação enviados para o estado. No tempo de atuação, apresentou quatro denúncias contra Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, apontado como operador do PSDB. Também foram denunciados os ex-presidentes Lula e Michel Temer (MDB) e o ex-governador José Serra (PSDB-SP).