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Em imitação de Ciro, Adnet ‘explica’ caso BTG: ‘Estão roubando de braçada’

Humorista imita o ex-candidato à presidência pelo PDT para protestar sobre a venda títulos do Banco do Brasil à instituição financeira fundada pelo ministro Paulo Guedes com desconto bilionário

Fabio Rocha-Rede Globo-divulgação / José Cruz-Abr
Adnet e Ciro Gomes: indignação com operação de transferência de títulos para o setor privado

São Paulo – “Estão roubando de braçada no Brasil”, afirmou o humorista Marcelo Adnet em seu programa Sinta-se em Casa, da Globoplay, nesta terça-feira (1º), com uma imitação do ex-governador do Ceará e ex-candidato à presidência pelo PDT Ciro Gomes. A frase se refere ao caso que envolve o ministro da Economia, Paulo Guedes, um dos fundadores do banco BTG Pactual. O banco privado comprou carteira de crédito do Banco do Brasil, avaliada em R$ 3 bilhões, por R$ 371 milhões.

“Isso não é o camarada que pula o muro, porque está com fome e rouba a galinha do vizinho para comer. Isso é comprar papéis do Banco do Brasil, que têm o valor de R$ 3 bilhões, com ‘b’ de bananada, e comprar por um pouco mais de R$ 300 milhões, com ‘m’ de mariola. Isto é, estão roubando de braçada no Brasil. Eu tenho dito isso e nós temos que repercutir isso. Cria aí, turma boa, uma hashtag simples: #Paulo Guedes, por que será que o seu banco comprou por 300 e poucos milhões papéis públicos do Banco do Brasil, que pertence ao povo soberano brasileiro, de 3 bilhões de reais…”, disse Adnet.

O verdadeiro Ciro

O “verdadeiro” Ciro Gomes já havia se manifestado na segunda-feira (31) sobre a operação altamente lucrativa. O caso levou à censura do site editado pelo jornalista Luis Nassif, o portal GGN, que fez reportagens com as denúncias da operação. “Sabe quantas vezes na sua história o Banco do Brasil fez isso? Nunca”, disse Ciro Gomes.

As reportagens tratam da estranha venda de “créditos podres” do Banco do Brasil para o BTG Pactual. São títulos cujos lucros são difíceis de restituir até mesmo para um banco público como o Banco do Brasil. E ainda é mais estranho que um banco privado de menor capacidade, como o BTG, esteja interessado neles.

A decisão de determinar a censura foi da 32ª Vara Cível do Rio de Janeiro. Ela obrigou o GGN a tirar do ar a série de reportagens, sob pena de pagamento de multa diária de R$ 10 mil. Além de Nassif, as reportagens são assinadas também por Patricia Faermann.

Confira o vídeo de Adnet