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Edmilson Rodrigues: ‘Não há nada mais importante que a unidade entre os que combatem o fascismo’

Onde a esquerda governou houve participação popular. A responsabilidade faz parte da esquerda, de um governo que tem compromisso com a cidadania, afirma o pré-candidato à prefeitura de Belém do Pará

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"Temos o desafio de entender como um presidente violenta a verdade dessa forma, constrange a dignidade do povo e violenta a soberania nacional", avalia Edmilson Rodrigues

Barão de Itararé – Na noite da terça-feira (22), o evento Barão Entrevista recebeu o pré-candidato a prefeito na cidade de Belém, capital do Pará, Edmilson Rodrigues. Arquiteto de formação e com longa trajetória política e parlamentar, Edmilson conversou com integrantes do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. Tratou de diversos temas da conjuntura política – em especial, a unidade partidária no campo da esquerda em sua região.

A campanha do paraense para o pleito municipal, que tem início oficial no domingo (27), é um dos poucos espaços de esperança para essa construção. A frente de partidos que sustentam sua candidatura conta com PSOL (no qual é filiado), PT, PCdoB, PDT, Rede, PCB e Unidade Popular. “Não temos o direito de desperdiçar esforços, de colocar uma compreensão de mundo, a defesa de um projeto partidário ou o ego acima da necessidade de enfrentar o fascismo”, pondera Edmilson. 

Com atual mandato de deputado federal pelo Pará, ele já ocupou por duas vezes a prefeitura da capital do estado, de 1997 a 2004. Figura “otimista por natureza”, ele diz ser “uma alegria poder participar de uma eleição representando uma frente de esquerda”. Ligado nas causas ideológicas da esquerda, o deputado comenta que “onde a esquerda governou, de forma mais ou menos radical, houve participação popular e protagonismo da população no orçamento participativo. A responsabilidade faz parte da esquerda, de um governo que tem compromisso com a cidadania”. 

Coligação

Além da importância conceitual da união entre partidos do mesmo campo político em um momento de resistência, Edmilson também trouxe a relevância estratégica da proposta. “Sem coligação, não teríamos nem tempo de falar na televisão. Eu teria que gravar apenas alguns segundos de propaganda. Com a união, agora, temos mais tempo de rádio e TV. Mesmo se não ganharmos, pelo menos, vamos poder falar. Mas estou confiante e acredito que vamos ganhar, sim. Há muitas pesquisas apontando este cenário”, diz.    

A realização do debate ocorreu no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) discursou na abertura da Assembleia da ONU (Organização das Nações Unidas). De acordo com a agência de checagem Aos Fatos, a fala de Bolsonaro conteve 27 afirmações consideradas falsas, insustentáveis, imprecisas ou contraditórias. Edmilson Rodrigues lamentou o que ele chamou de “vergonha”. E disse: “Temos o desafio de entender como um presidente violenta a verdade dessa forma, constrange a dignidade do povo e violenta a soberania nacional”.   

Ainda sobre a conjuntura política nacional, o parlamentar descreveu o desmonte de órgãos federais importantes na defesa do meio ambiente. Tema em evidência por conta do avanço das queimadas nos biomas da Amazônia, Pantanal e Cerrado. “Este governo anulou por completo as instituições. No Incra, não se fala mais reforma agrária. A Funai está desmantelada, não há mais nenhum centímetro de demarcação de terra indígena. O Ibama não faz mais nenhuma ação, não prende mais nenhum grileiro, desmatador, incendiário, nenhuma mineradora”, exemplifica.  

Assista à integra do bate-papo, que contou com nomes de peso do jornalismo e da cultura, como Rodrigo Vianna, Altamiro Borges, Sergio Mamberti e Silvio Tendler.


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