Investigação

Flávio Bolsonaro repassou R$ 500 mil a advogado ligado a esquema de ‘rachadinhas’

Victor Granado foi um assessores que recebeu a informação da investigação da PF sobre o gabinete do filho de Bolsonaro

PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO
Investigadores afirmam que pelo menos 13 assessores repassaram parte de seus salários a Queiroz, incluindo Victor

São Paulo – O PSL contratou, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o escritório de advocacia de um ex-assessor envolvido no possível vazamento de informações da Polícia Federal em benefício da família do presidente Jair Bolsonaro. Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, a contratação ocorreu em fevereiro de 2019, durou 13 meses e foram repassados R$ 500 mil ao escritório.

As notas fiscais da prestação de contas do PSL mostram que o escritório Granado Advogados Associados, do qual o advogado Victor Granado Alves é sócio, foi contratado com dinheiro do fundo partidário para prestar serviços jurídicos ao diretório do Rio, desde fevereiro do ano passado.

Vazamento da PF

O empresário Paulo Marinho, suplente de senador na chapa com Flávio Bolsonaro, afirmou que Victor Granado, foi um dos assessores do senador _ então deputado estadual – que recebeu de um delegado da Polícia Federal a informação de que uma operação da PF envolveria pessoas do gabinete de Flávio.

Também à Folha, Marinho explicou que o delegado informante da PF teria aconselhado Flávio a demitir o ex-assessor e amigo Fabricio Queiroz e a filha dele, que trabalhava no gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro. Segundo o relato, ambos foram exonerados em 15 de outubro de 2018 por ordem do então candidato Bolsonaro.

O relato do delegado foi de que Fabrício Queiroz e a filha tinham sido citados num relatório do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O documento levou o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) a abrir investigação sobre o esquema de “rachadinha” no gabinete de Flávio na Assembleia. Os investigadores afirmam que pelo menos 13 assessores repassaram parte de seus salários a Queiroz, incluindo Victor.