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Eleições 2020: PT exclui DEM e PSDB e partidos de extrema-direita de alianças municipais

De acordo com resolução da Comissão Executiva Nacional da legenda, centro estratégico eleitoral está na “construção de alianças com PCdoB, PSOL, PDT, PSB, Rede, PCO e UP”

Diego Padilha
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, em participação no Festival PT 40 anos

São Paulo – Em reunião da Comissão Executiva Nacional do PT realizada nesta sexta-feira (7) no Rio de Janeiro, onde acontece o Festival PT 40 anos, a legenda definiu que, nas eleições municipais de 2020, partidos como o DEM e o PSDB, que possuem representantes nos ministérios no governo Bolsonaro, assim como outras agremiações consideradas de extrema-direita, estão excluídas das alianças das quais o partido fará parte.

Segundo resolução da legenda, o centro estratégico eleitoral está na “construção de alianças com PCdoB, PSOL, PDT, PSB, Rede, PCO e UP.” A direção do partido afirma que que composições com outros partidos podem ser realizadas, onde o PT tenha candidatos a prefeito, se autorizadas pelo Diretório Estadual.

Ontem, a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, já havia contestado informação da Folha de S. Paulo de que havia sido autorizada pela agramiação alianças com “centrão, PSDB, DEM e até PSL”. “Mentira! Nossa decisão é contra alianças com PSDB, DEM e partidos da extrema direita. Impressionante como a mídia quer criar confusão e jogar contra o PT. A quem interessa isso?!”, disse, em postagem no Twitter.

“Nas situações em que o PT não encabeça a chapa e o candidato seja de um partido que não integre o espectro citado acima, somente serão permitidas alianças táticas e pontuais se autorizadas pelo Diretório Estadual, desde que candidato(a) tenha compromisso expresso com a oposição a Bolsonaro e suas políticas e não tenha práticas de hostilidade ao PT e aos presidentes Lula e Dilma.”, diz a resolução.

O documento diz ainda que o PT “buscará constituir a Frente Democrática Popular, com forte participação dos partidos de esquerda, movimentos sociais e populares, setores progressistas, as Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, para construir a força social e popular necessária para impedir os retrocessos e derrotar as políticas do governo Bolsonaro”. Segundo a legenda, “tal estratégia é compatível e complementar à formação de alianças táticas com setores sociais e políticos que tenham contradições reais com determinadas políticas do governo Bolsonaro”.

“Temos de estimular as candidaturas jovens, de negros e negras, indígenas, LGBTI, ativistas de movimentos sociais, religiosos e agrários, compreendendo a estratégica disputa de narrativa que estas candidaturas têm para nosso projeto nacional”, diz a resolução, que aponta também para a necessidade de se ter um “olhar estratégico” para as candidaturas das mulheres. “Apostaremos na liderança das mulheres como estratégia de formação de chapas vencedoras nas eleições de 2020.”