Em Curitiba

Carol Proner e Chico Buarque: Lula sabe que é preciso mobilização além dos tribunais

Carol Proner: "Mobilização tem de ser espalhada pela sociedade para que as pessoas entendam a complexa estrutura de perseguição do sistema de Justiça.”

Ricardo Stuckert
Chico, Carol Proner, Amorim e Haddad prestigiaram integrantes da Vigília Lula Livre

São Paulo – A advogada Carol Proner visitou nesta quinta-feira (19) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba. Carol representou a Associação de Juristas pela Democracia (ABJD) e foi acompanhada do compositor Chico Buarque, do ex-ministro e chanceler Celso Amorim e do líder petista Fernando Haddad. Após a visita, todos passaram pela Vigília Lula Livre e entoaram gritos pela liberdade do ex-presidente.

“Representamos vários movimentos de resistência jurídica que estão tentando revelar essa imensa farsa da qual Lula é vítima. Ele está muito consciente de que é preciso muita mobilização vá além dos tribunais”, afirmou Carol Proner. “Essa mobilização tem de ser difusa e espalhada pela sociedade para que as pessoas possam entender essa complexa estrutura de perseguição de setores do sistema de Justiça.”

Chico Buarque elogiou “a perseverança” da militância na vigília Lula Livre. Em vídeo divulgado pelo Comitê Lula Livre, gravado pelo repórter cinematográfico Ricardo Stuckert no carro que os levaria ao aeroporto. Chico afirmou que não esperava “voltar a ver o Lula aqui dentro, e sim lá fora”. É a segunda vez que ele visita Lula. Na ocasião anterior, foi acompanhado de Martinho da Vila.

“Mas vou dizer a verdade, achei ele mais bem disposto, mais jovem do que um ano e pouco atrás. Com aquele bom humor, aquela alegria, aquela indignação, que é justa. Tá muito bem disposto, fisicamente muito bem”, acrescentou.

Nesta quarta-feira (18), a ABJD apresentou nova representação ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) pedindo ao órgão que afaste imediatamente o procurador Deltan Dallagnol da Lava Jato, instaure processo administrativo disciplinar e aplique as penalidades cabíveis ao caso.

Para a entidade, houve tentativas de interferir contra a atuação do STF. “Não há dúvida que se trata de ilícito de índole altamente dolosa, haja vista que se pretendia, em conluio, praticar algo vedado pela legislação ou pela moralidade administrativa.”