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Governadores e líderes partidários não chegam a acordo sobre a ‘reforma’ da Previdência

Mesmo assim, relator da PEC pode ler ainda hoje seu parecer. Decisão sobre estados e municípios ficaria para o plenário. Policiais protestam contra presidente
Publicado por Vitor Nuzzi, da RBA
16:02
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Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Relator da PEC da Previdência, Samuel Moreira: talvez seja mais fácil deixar para o plenário do que na comissão especial

São Paulo – Fracassou a tentativa de incluir estados e municípios no texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6, de “reforma” da Previdência. Uma reunião na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) com governadores e líderes partidários, nesta terça-feira (2), terminou sem acordo. Ao sair, o relator da PEC, Samuel Moreira (PSDB-SP), comentou que “talvez o melhor procedimento” seja tentar a inclusão no plenário da Casa, e não na comissão especial, que poderá voltar o texto ainda nesta semana.

Também participou do encontro o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), entre outros. Seis governadores estiveram na reunião: Camilo Santana (Ceará), João Azevêdo (Paraíba), Renan Filho (Alagoas), Renato Casagrande (Espírito Santo), Ronaldo Caiado (Goiás) e Wellington Dias (Piauí).

“Ainda tem mais umas horas, está tudo em ordem, os governadores ainda têm uma expectativa, mas o melhor procedimento é no plenário, o que não é ruim, é bem possível e mais fácil. O Rodrigo Maia vai conversar com alguns líderes”, disse o deputado tucano. Ele informou que apresentará a complementação de seu voto ainda hoje, a partir das 16h, provavelmente sem mudanças significativas.

“Manifestamos apoio de todos os governadores à reforma da Previdência. Todos os governadores estão com muita boa vontade de criar um ambiente propício para a votação da reforma, incluindo estados e municípios. Mas, infelizmente, ainda não temos uma posição definitiva”, declarou Casagrande.

Já o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), declarou que mesmo que estados e municípios não entrem no texto da PEC, governadores e prefeitos devem fazer suas próprias reformas. Ele tenta ainda aparar arestas em relação a demandas da bancada ligada aos policiais militares. “O texto desvencilhou e retirou os militares estaduais das mesmas condições que os militares federais, nos jogando para uma regra de transição sem nenhuma segurança jurídica. Exigimos que volte para o texto a simetria com as Forças Armadas no que diz respeito à proteção social, ao regime próprio. Esse é o enfrentamento que estamos fazendo. Resolvido isso, terão votos dos militares. Se não, naturalmente, não terão os votos dos militares”, disse o deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG).

Um grupo de representantes dos policiais chegou a chamar o presidente Jair Bolsonaro de “traidor”. Eles fizeram protesto no Salão Verde da Câmara.

Com informações da Agência Câmara e da CUT