Home Política Flávio Dino questiona Dallagnol: a tal fundação de R$ 2,5 bi seria uma empresa objetivando lucros pessoais?
Vaza Jato

Flávio Dino questiona Dallagnol: a tal fundação de R$ 2,5 bi seria uma empresa objetivando lucros pessoais?

Governador do Maranhão usou o Twitter para falar sobre novas revelações de reportagem do "Intercept" com "Folha de S. Paulo"
Publicado por Glauco Faria, para a RBA
13:10
Compartilhar:   
Reprodução You Tube

São Paulo – O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), questionou o procurador da República e coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol a respeito das novas revelação trazidas à tona no domingo (14), em reportagem do site The Intercept Brasil com o jornal Folha de S. Paulo. “As reportagens de hoje autorizam a pergunta: a tal Fundação de R$ 2,5 bilhões seria uma empresa de palestras, objetivando lucros pessoais ? E agentes da Justiça podem obter ganhos pessoais associados à superexposição midiática com PowerPoint e coisas similares?”, questionou Dino, que também é ex-juiz federal.

A referência feita pelo governador é a uma fundação que seria criada com os recursos de uma multa de R$ 2,5 bilhões paga pela Petrobras ao governo dos Estados Unidos. A intenção dos procuradores era que esses recursos fossem destinados a um fundo gerido pelo Ministério Público Federal (MPF), incluindo alguns dos principais personagens da força-tarefa da Lava Jato.

Após a divulgação da intenção dos procuradores de criarem a fundação, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal ( STF ), concedeu liminar, a pedido da procuradora-geral da República (PGR) Raquel Dodge, para suspender o acordo firmado entre a Petrobras e procuradores da Lava-Jato. Ele também determinou o bloqueio de todos os valores depositados pela empresa, que permanece em depósito judicial até que a Corte tome decisão definitiva a respeito do episódio.

Pimenta vai de novo ao CNMP

Também por meio de seu perfil no Twitter, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) anunciou que vai retornar ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para denunciar Deltan Dallagnol. “Na época quando eu e Wadih Damous (advogado e ex-deputado federal) denunciamos os incautos acharam exagero. Afinal de contas, ele só queria promover a cidadania e o combate a corrupção. E agora ?? #VazaJato Voltaremos ao CNMP para que toda verdade seja esclarecida e possamos saber quanto e como ele recebeu”, postou.

Em junho de 2017, os parlamentares enviaram uma reclamação disciplinar contra Deltan para o Conselho Nacional do Ministério Público. Eles alegavam que o procurador estaria exercendo atividade comercial por meio de palestras. Em novembro, o Conselho arquivou a representação, justificando que procuradores da República podem ministrar palestras, atuação que estaria inserida no conceito de docência, atividade autorizada por lei.