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Campo da esperança

Boulos pede unidade na ‘construção da primavera’ pós Bolsonaro

Para o líder do MTST, as diferenças de projeto dos partidos de esquerda são pequenas diante da diferença para as políticas do atual governo
Publicado por Cida de Oliveira, da RBA
21:08
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reprodução/facebook

"As manifestações de maio, em defesa da educação, lavaram a alma e mostraram que 2019 não está sendo o esperado ano da apatia", disse Boulos

São Paulo – O coordenador do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, pediu a unidade da juventude na “construção da primavera” que virá após o inverno representado pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL). A liderança participou de mesa realizada na tarde de hoje (11) durante o segundo dia do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Brasília.

“As manifestações de maio, em defesa da educação, lavaram a alma e mostraram que 2019 não está sendo o esperado ano da apatia. E ensinaram também que não podemos desistir de nossos sonhos e de ser o campo da esperança no país. Depois de todo inverno tem a primavera e temos lugar na construção dessa primavera”.

Boulos destacou a aprovação da ‘”reforma” da Previdência ontem, em primeira votação na Câmara, como um dos dias de inverno. Citando frase do antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997), “que depois de derrotas seguidas detestaria estar ao lado dos que venceram”, lamentou haver deputados que venderam seus votos, e aqueles “que venderam suas consciências.”

E afirmou que “pior que lamber botas de Trump e bater continência aos norteamericanos”, é entregar a base de Alcântara aos Estados Unidos, de querer explorar a Amazônia conjuntamente com os Estados Unidos, entregar a Embraer para a Boeing sem qualquer contrapartida de tecnologia. “E ainda assinou acordo comercial com União Europeia sem nada questionar, um acordo que coloca o país de novo na condição de colônia. Atentado sem precedentes à soberania”.

O líder do MTST lembrou ainda que apesar dos retrocessos ao país e seu povo, o governo passa por um rápido processo de enfraquecimento. “Quem imaginaria que em pouco mais de 6 meses estariam sendo vaiados no Maracanã em final da Copa América, com ingressos a R$ 400?”. “Para além das bravatas, esse governo não tem projeto para fazer o país crescer.