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ANÁLISE

Sociólogo diz que milícias são como a Ku Klux Klan: ‘Para matar, assassinar negros, para explorar’

O professor e sociólogo Jessé Souza aborda o papel do racismo na sociedade brasileira, especialmente o que se traduz no apoio popular ao governo de Jair Bolsonaro
Publicado por Helder Lima, da RBA
16:10
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Reprodução YouTube

Jessé: “Se nós pensarmos também, por que o ódio à Universidade? Agora que ela começou a ter negros, pobres, ela vira balbúrdia?"

São Paulo – Em vídeo divulgado no You Tube na sexta-feira (24), o professor e sociólogo Jessé Souza aborda o papel do racismo na sociedade brasileira, especialmente o que se traduz no apoio popular ao governo de Jair Bolsonaro (PSL). Jessé diz que o racismo, que no caso brasileiro tem a cor da pele como suporte para o sentimento de superioridade branca, é a única coisa que algumas classes têm para ostentar sentimentos de distinção, diante da fragilidade econômica e da precarização do trabalho.

No vídeo, o sociólogo também critica a ligação de Bolsonaro com as milícias. “O que é a milícia senão uma Ku Klux Klan brasileira para matar, assassinar negros, para explorar. Eu acho que é importante a gente ter essa dimensão do racismo. Inclusive na questão das universidades, e quanto ao decreto de armas para matar o negro, matar o pobre.”

Jessé afirma que as políticas do atual governo atuam como “políticas públicas racistas”.

“Se nós pensarmos também, por que o ódio à Universidade? Agora que ela começou a ter negros, pobres, ela vira balbúrdia? Não se pode compreender o Bolsonaro neste instante que estamos vivendo a não ser como uma reação aos governos do PT, nos quais a ascensão social dos negros e pobres foi a política principal”, afirma o professor.

Segundo ele, as classes relacionadas ao pensamento branco predominante reagiram nas últimas eleições, porque estariam perdendo terreno para os negros e pobres. “O racismo contra o negro é a base do ódio que está associado ao Bolsonaro e à sua turma”, disse.

Confira o vídeo: