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Para Haddad, Bolsonaro segue agenda de Temer e dilapida patrimônio eleitoral

'Não há diferença entre o que o Bolsonaro faz e o que Temer tentou fazer. É a mesma agenda: corte de direito social, trabalhista, previdenciário. É um governo antipopular e antinacional'
Publicado por Vitor Nuzzi, da RBA
Política
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Roberto Parizotti/CUT
Fernando Haddad no 1º de Maio 2019

‘Que área do governo está funcionando bem?’, desafiou Haddad

São Paulo – Adversário de Jair Bolsonaro no segundo turno em 2018, o ex-ministro da Educação e ex-prefeito Fernando Haddad (PT) avalia que, com 120 dias, o próprio presidente compromete sua gestão. “A cada dia, o próprio governo vai dilapidando seu patrimônio eleitoral”, afirmou, após discursar no ato de 1º de Maio promovido pelas centrais sindicais no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. “Que área do governo está funcionando bem?”, questionou Haddad.

Segundo ele, cada projeção mostra redução da perspectiva de crescimento econômico e a inflação está “replicando brutalmente” aumentos como dos combustíveis. E a oposição precisa se unir em torno de uma agenda, que inclua, por exemplo, reforma tributária. Haddad considera o ato desta quarta-feira “um momento de unidade contra o desmando”.

“Não há nenhuma diferença entre o que o Bolsonaro faz e o que o Temer tentou fazer. É a mesma agenda econômica. Corte de direito social, direito trabalhista, direito previdenciário. É um governo antipopular e antinacional”, acrescentou. Segundo ele, uma parte da população ainda “nutre esperança”, mas muitos estão “praticamente desistindo” do governo.

O ex-prefeito também falou sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “preso injustamente há mais de um ano”. “Nós não vamos ter paz e justiça enquanto Lula estiver preso.”

Sobre a ausência do ex-candidato Ciro Gomes (PDT), cujo nome chegou a ser confirmado na véspera, Haddad preferiu destacar a presença dos representantes de partidos políticos de oposição, como o próprio PDT, e a unidade das 10 centrais sindicais, que fazem um ato conjunto pela primeira vez nesta data.

Por volta das 13h15, começaram as falas dos sindicalistas. Os presidentes da CUT, Vagner Freitas, e da Força Sindical, Miguel Torres, anunciaram uma greve geral para 14 de junho.

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