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‘Este palco fala a mesma língua’, diz Boulos no 1º de Maio

Boulos, do Psol, afirma que 'reforma' trabalhista está diretamente ligada à crise da Previdência. 'Retirou arrecadação.' Lupi, do PDT: Bolsonaro conseguiu unir a oposição
Publicado por Vitor Nuzzi, da RBA
14:11
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Roberto Parizotti/CUT
Boulos no 1º de Maio 2019

Boulos: desmontar o sistema de Previdência significa jogar à própria sorte dezenas de milhões de pessoas

São Paulo – No começo da manifestação de 1º de Maio, no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo, líderes da oposição falaram sobre enfraquecimento do governo e das possibilidades de derrotar a “reforma” da Previdência. Eles enfatizaram a importância de unir forças neste momento contra as ofensivas da gestão Bolsonaro.

“Você tem diversidades, nuances, diferenças. Mas quando se trata de defender direitos, este palco fala a mesma língua”, afirmou Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e candidato à Presidência da República pelo Psol em 2018.

Boulos considera a reforma da Previdência  o principal ataque aos direitos sociais no Brasil e destaca a decisão das centrais e dos movimentos sociais de construir a greve geral para barrar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição, a PEC 6, no Congresso. “Aqui começa a luta que vai barrar a reforma da Previdência. No dia 14 de junho o Brasil vai parar.”

Segundo Boulos, a já aprovada “reforma” trabalhista está diretamente ligada à da Previdência. “Ela retirou arrecadação do sistema previdenciário”, afirmou, citando ainda outro “efeito econômico perverso” da proposta. “Setenta por cento dos municípios têm como principal fonte econômica os benefícios da aposentadoria.” Para ele, “desmontar” o sistema significa “jogar à própria sorte dezenas de milhões de pessoas”.

Para o presidente do PDT, Carlos Lupi, o projeto da Previdência é o principal motivo da queda de popularidade de Bolsonaro, que com poucos meses “é o presidente com menor apoio popular da história”.

Lupi, que foi ministro do Trabalho do segundo mandato de Lula ao primeiro ano de Dilma Rousseff, também falou em unir a oposição. “Temos que ter unidade na causa. E Bolsonaro está conseguindo isso”, afirmou.

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