Solidariedade

Em Curitiba, Vagner Freitas diz que Lula confia na força da greve geral do dia 14

Presidente da CUT visitou ex-presidente com líder sindical dos EUA Stanley Gacek, segundo o qual condenações de Lula são "perversão da Justiça"

Joka Madruga
Vagner Freitas e Stanley Gacek: dia de visita e manifestações pela educação em todo o país

São Paulo – Em visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão, em Curitiba, o presidente da CUT, Vagner Freitas, afirmou que “ele continua absolutamente não aceitando a condição injusta de preso político”. Freitas esteve com Lula na companhia do sindicalista Stanley Gacek, dirigente da Federação Norte-Americana dos Comerciários e dos Trabalhadores da Indústria Alimentícia (UFCW, na sigla em inglês).

“Lamentavelmente é a terceira vez que venho aqui, espero que seja a última e que ele seja libertado”, disse Vagner. O dirigente da CUT afirmou que fez um relato das manifestações que correm por todo o país em defesa da educação. “Elas foram muito grandes, capitaneadas pelo povo da educação,  pelos estudantes, pelos trabalhadores, e estamos rumo à greve geral muito forte dia 14″. Freitas acrescentou que Lula confia e tem muita expectativa de que a greve “venha para barrar a reforma da  Previdência”. “Esse governo foi eleito pelos banqueiros para entregar a Previdência, entregar a economia brasileira na mão da economia internacional.”

A greve do dia 14, continuou, está sendo construída “todos os dias pelo movimento social, movimento estudantil e sindicatos”. Segundo ele, “Lula Livre é uma bandeira importante na construção da greve”. “Ele tem que estar livre, primeiro, porque é inocente. Mas, mais do que isso, porque é o principal instrumento de luta que temos no enfrentamento contra os patrões. Por isso está sendo mantido aqui.”

O sindicalista dos Estados Unidos declarou aos jornalistas que fez a visita “para trazer a solidariedade” da sua organização, que representa 1,3 milhão de trabalhadores. “E também emitir uma mensagem de solidariedade do movimento sindical internacional e federações sindicais globais. Ficou evidente que temos que continuar a campanha de Lula Livre incansavelmente, e também incluir a mensagem de que Lula é inocente. Essas sentenças (que condenaram Lula) são perversões de qualquer norma da Justiça internacional. Espero que seja a última visita”, afirmou Gacek. “Temos que mudar a narrativa internacional e demonstrar que há as provas de que ele é inocente.”

Na segunda data de grandes manifestações pela educação brasileira, atacada pelo governo Bolsonaro, Vagner Freitas acrescentou que “a burguesia brasileira mantém o Lula preso porque sabe que ele, solto, será eleito presidente da Republica”. Disse ainda que o ex-presidente mandou a mensagem de que a sociedade e a militância podem contar com ele, que “vai lutar a vida toda para provar a inocência, sair daqui e lutar para que o povo brasileiro seja libertado desse governo que está aí tirando direitos”.

O presidente da CUT mencionou a Lava Jato para dizer que a operação “acabou com a economia brasileira”. “Lula acredita que a gente possa fazer o enfrentamento. Mandou uma mensagem de esperança e indignação. Não é fácil ficar um ano e dois meses preso e manter essa lucidez, de não aceitar a condição de preso político.”

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