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Deputados do Rio rechaçam reunião com Witzel por ações ‘repugnantes e criminosas’

Parlamentares de PT, PCdoB, Psol, PDT e PSB não aceitaram convite do governador fluminense para um encontro sem pauta definida no Palácio Guanabara
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16:40
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Tânia Rêgo / ABR
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Witzel gravou ações em que exibiu armas e policiais, anunciando que ia por fim à bandidagem

São Paulo – Um grupo de parlamentares fluminenses rechaçou a proposta de reunião do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), “em protesto à política homicida que vem sendo posta em prática no estado e divulgada com fervor nas redes sociais do governador”. No sábado (4), Witzel publicou vídeo nas redes sociais a bordo de um helicóptero da Coordenação de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil de onde atiradores de elite teriam disparado contra moradores de favelas em Angra dos Reis. No vídeo, ele fala em “acabar a bagunça” e “botar fim na bandidagem”. A Polícia Civil diz que a ação era apenas de reconhecimento.

“A política adotada por Witzel é inconstitucional, de lesa-humanidade e fere tratados internacionais assinados pelo Brasil, como a Convenção de Genebra e o Estatuto de Roma. Essa política banaliza a violência e oficializa a barbárie num estado que já convive com um aumento alarmante de mortes decorrentes de ação policial. O primeiro trimestre de 2019 já registra o maior número de mortes deste tipo em 10 anos, com aumento de 450%”, afirmam os deputados.

Os parlamentares anunciam que vão tomar providências “no âmbito nacional e internacional contra a repugnante e criminosa ação do governador do Rio, que quer transformar o extermínio em política de segurança pública”. Assinam o documento os deputados federais pelo Rio de Janeiro: Benedita da Silva (PT); Jandira Feghali (PCdoB); Alessandro Molon (PSB); Chico D’Angelo e Paulo Ramos (PDT); Talíria Petrone, Marcelo Freixo, Glauber Braga e David Miranda (Psol).

“Pessoas com envolvimento em crimes devem ser julgadas e punidas de acordo com as leis do Estado brasileiro. O governador do Rio não pode, por decisão sua, instaurar a pena de morte, em frontal desrespeito à Constituição brasileira ou colocar em risco a vida de moradores dessas comunidades”, concluem os deputados federais.