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Sem gala

Bill para Bolsonaro: Nova-iorquinos não fecham os olhos para a opressão

Prefeito de Nova York, Bill de Blasio, usou o Twitter para mandar recados ao presidente Jair Bolsonaro, que após boicotes, desistiu de participar de evento da Câmara de Comércio dos Estados Unidos
Publicado por Redação RBA
18:23
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Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR
Bolsonaro é chamado de valentão

New York Times destacou a resistência de ativistas que levaram Bolsonaro a desistir de ir à cidade participar de jantar de gala

São Paulo –  Pelo jeito, a admiração do presidente Jair Bolsonaro (PSL) pelos Estados Unidos não é correspondida. O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, mandou hoje (4) dois recados ao mandatário brasileiro por meio o Twitter.

No primeiro deles, disse que “o assalto aos direitos LGBT e planos destrutivos para o nosso planeta são refletidos em muitos líderes – incluindo muitos aqui em nosso país”. E que “TODOS”, com letras maiúsculas, “devem se levantar, falar e lutar contra esse ódio imprudente”.

Pouco tempo depois, disparou outra mensagem: “Jair Bolsonaro acabou de aprender da maneira mais dura que os nova-iorquinos não fecham os olhos para a opressão”. Para o prefeito, Bolsonaro fugiu (ao desistir de comparecer a um evento promovido pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos). “Ele fugiu. Não é surpresa. Valentões geralmente não podem levar um soco. Boa viagem. Seu ódio não é bem vindo aqui”.

As postagens foram motivadas por reportagem do The New York Times, que ontem (3) destacou a desistência do presidente de viajar aos Estados Unidos.

De Blasio foi um dos principais articuladores do boicote a Bolsonaro, que seria homenageado em jantar de gala na cidade. Ele pressionou o Museu Americano de História Natural, que recebe recursos dos cofres da prefeitura nova-iorquina, a não sediar o evento.

Artistas, intelectuais e outros políticos aderiram ao boicote, entre eles o senador Brad Holyman, que é homossexual. O parlamentar, que sugeriu a hashtag #CancelBolsonaro, disse que Bolsonaro é um “homofóbico notório”. 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nem se manifestou a respeito.

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