Home Política GT de Perus: ‘Precisamos do compromisso de continuidade’, afirma Eugênia Gonzaga
Decreto 9.759

GT de Perus: ‘Precisamos do compromisso de continuidade’, afirma Eugênia Gonzaga

Procuradora e presidenta da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos destaca que garantia que o governo renove contratos é fundamental nessa reta final do grupo de trabalho
Publicado por Redação RBA
12:47
Compartilhar:   
TVT/Reprodução
Eugenia Gonzaga

“Perus é nosso carro chefe e, justamente agora que ele está em sua fase final, a gente quer ampliá-lo para outras frentes”, diz Eugênia

São Paulo – O Grupo de Trabalho de Perus, responsável por analisar 1.047 ossadas retiradas da vala clandestina da zona noroeste da cidade de São Paulo, está garantido, mas ainda aguarda a renovação de contratos e instrumentos para continuar sua atuação, confirmada pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos nessa segunda-feira (22). “Salvou Perus, ok. Mas nós precisamos realmente desse compromisso de que vamos continuar tendo as equipes necessárias para essas outras frentes de trabalho”, ressalta a procuradora regional da República e presidenta da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Eugênia Gonzaga.

Em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, ela confirma que o Decreto 9.759, do governo de Jair Bolsonaro, não extinguiu o GT de Perus, mas observa que há diferentes dimensões que demandam a renovação imediata prometida pelo governo.

De acordo com a procuradora, das mais de mil caixas com ossadas entregues no âmbito do grupo de trabalho, restam cerca de 25% a 30% delas com mistura de ossos, o que demanda a renovação de contrato com a organização responsável pela análise do material genético, além da ampliação da equipe de profissionais. “Perus é nosso carro chefe e justamente agora que está em sua fase final, queremos ampliar para outras frentes”, explica Eugênia.

Mas se por um lado o GT de Perus teve sua garantia de continuidade, o mesmo não se deu com o Grupo de Trabalho do Araguaia, com atuação semelhante na região entre os estados do Pará e Tocantins. Eugênia afirma que é preciso criar uma nova portaria legislativa, atribuindo sua competência a algum ministério. “Está nesse trâmite para que se decida como ficará o GT do Araguaia, porque ele, no momento, está desfeito”, confirma a procuradora. 

Confira a entrevista