Home Política Vagner Freitas: ‘Bolsonaro admite não servir pra ser presidente. Nós já sabíamos’
Jornada internacional

Vagner Freitas: ‘Bolsonaro admite não servir pra ser presidente. Nós já sabíamos’

Presidente da CUT afirma que se reforma da Previdência for a voto haverá maior greve geral da história do país. 'Bolsonaro não serve nem para ser militar, já que foi expulso da carreira', diz
Publicado por Redação RBA
14:12
Compartilhar:   
Ricardo Stuckert
Vagner Freitas

Vagner Freitas, da CUT: ‘Nos últimos três meses os golpistas estão sofrendo percalços’

São Paulo – O presidente da CUT, Vagner Freitas, disse hoje (7), durante a Jornada Internacional Lula Livre em Curitiba, que se o governo de Jair Bolsonaro levar a reforma da Previdência para votar o Brasil vai parar. “Vamos organizar a maior greve geral da história deste país”, afirmou, apoiado pelo cerce de 10 mil manifestantes presentes ao ato diante da Polícia Federal, na capital paranaense. 

O sindicalista ressaltou o momento de tristeza em face da prisão política do maior líder popular do Brasil, que completa um ano neste domingo, e disse que a jornada em defesa de sua liberdade é uma forma de prestar contas ao ex-presidente sobre o que está acontecendo no país, e o que vem sendo feito para que essa injustiça seja corrigida. 

“Nos últimos três meses os golpistas estão sofrendo percalços”, disse o dirigente. Vagner referiu-se aos resultados do golpe jurídico e midiático para tirar Lula da eleição presidencial do ano passado, o que acabou levando ao poder um candidato sem nenhuma condição para governar o povo brasileiro, que só quer retirar direitos.

“Jair Bolsonaro disse que não serve pra ser presidente, mas para ser militar. Só que nem para ser militar ele serve, porque ele foi expulso da carreira”, afirmou. “Ele disse que quer ser presidente dos pobres, mas presidente dos pobres não persegue sindicatos. Presidente dos pobres não pode acabar com a previdência.” 

Em sua participação na Jornada Internacional Lula Livre, o líder do PT na Câmara, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), ressaltou que, nas visitas que pôde fazer ao ex-presidente desde sua prisão, ficou impressionado com a confiança no restabelecimento da democracia do país. “Cada vez que a gente o vê, saímos mais fortes. Lula nos inspira com sua coragem, sua luta e determinação”, afirmou.

Pimenta disse ainda que Lula lhe pede sempre para agradecer a cada pessoa pelo apoio e para dizer que ele não desiste porque sabe que o povo brasileiro igualmente mantém-se firme e resistente na luta por seus direitos. “E se Lula, que está preso, não desiste, não seremos nós vamos desistir até que o presidente seja libertado e a justiça se faça nesse país”, disse o deputado.

O deputado conclamou os presentes a repudiar as figuras do agora ministro Sergio Moro e do procurador federal Deltan Dallagnol, identificados como protagonistas do golpe jurídico que levou Lula à prisão. “Quem devia estar preso é o Moro e o Dallagnol. Venderam Lula para os americanos em troca do nosso petróleo, para enriquecerem com dinheiro da Petrobras. Eles é que deveriam estar lá dentro.”

Representando o Comitê de Arte e Cultura do Rio de Janeiro, a atriz Lucélia Santos, falou diretamente ao presidente Lula: “Apesar dessa muralha que nos separa, estamos juntos. Nunca largamos você nem um segundo. Sua prisão é injusta e precisamos tirar você desse lugar. Não há liberdade no Brasil sem você aqui fora, do nosso lado”.

O ex-diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Tarcísio Secoli, observou que a manifestação de Curitiba reúne o mesmo volume de pessoas que estiveram na vigília realizada há uma ano, no momento em que Lula decidiu cumprir a ordem de prisão que o levou para a sede da Polícia Federal em Brasília, e o mesmo sentimento de solidariedade. “Significa: companheiro Lula, você não está só. Sinta-se no meio de nós, como nós nos sentimos junto com você.”

Veja depoimentos de Vagner, Tarcísio e imagens da jornada