ladeira abaixo

Ibope mostra que avaliação positiva de Bolsonaro já está derretendo

Em apenas dois meses, avaliação positiva do presidente caiu de 49% para 34%, enquanto a avaliação negativa mais que dobrou, subindo de 11% para 24%

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Bolsonaro: números mostram uma tendência de piora da avaliação de um governo que está apenas começando

São Paulo – Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (20) sobre a imagem do governo de Jair Bolsonaro (PSL) revela que em apenas dois meses a avaliação positiva caiu de 49%, em janeiro, para 34% em março, enquanto a avaliação negativa subiu de 11% para 24%. A continuar nesse ritmo, a imagem do governo deve derreter e ficar próxima da de Michel Temer, maciçamente reprovado pela população.

A avaliação do governo como regular também subiu, de 26% para 34%, no período de dois meses. Assim, os números, no geral, mostram uma tendência de piora da avaliação do governo. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre sábado (16) e ontem (19). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Se os números deste mês forem comparados ao terceiro mês do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso (março de 1995) e também de Lula (março de 2003), o atual mandatário fica em desvantagem. Enquanto Bolsonaro tem aprovação de 34%, FHC tinha 41%, e Lula a maior taxa, de 51%.

A aprovação a Bolsonaro só é maior do que a de Dilma Rousseff no início de seu segundo mandato (março de 2015), quando registrava 12% de aprovação, e o segundo mandato de FHC (março de 1999), com 22% de aprovação. A avaliação positiva para o atual presidente é inferior às registradas para FHC e Dilma no primeiro mandato e para Lula nos dois mandatos.

Segundo o Ibope, 51% ainda aprovam o seu governo – em fevereiro eram 57%. Os que desaprovam passaram de 31% para 38%. Dos entrevistados, 49% disseram confiar no presidente, ante 55% da pesquisa anterior. E os que não confiam subiram de 38% para 44%.

“É uma queda recorde, a maior vista desde a redemocratização do país. Por se tratar dos primeiros meses de mandato, um período em que normalmente o eleitor está em lua de mel com o governante, é uma queda muito expressiva de popularidade”, diz o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ). “É um reflexo das barbaridades que o governo tem feito. O Brasil precisa de alguém com sensatez, competência e que esteja à altura do cargo. A população está começando a perceber que o presidente está sem rumo porque não tem projeto para tirar o país da crise”.

 

 

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