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Raduan Nassar culpa a Lava Jato por ataques contra a soberania nacional

'Lava Jato não só pronunciou o golpe de 2016, como liquidou a economia, quebrando inúmeras empresas, levando o desemprego às alturas, além da entrega a grupos estrangeiros das riquezas do país, como o pré-sal'
Publicado por Redação RBA
16:33
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reprodução/pt
raduan nassar

O escritor é vencedor de diversos prêmios, como o Camões e dois Jabutis

São Paulo – Um dos principais escritores do Brasil, Raduan Nassar divulgou hoje (21) um texto com críticas ao que chama de conluio para a “destruição da soberania nacional”. “Tem nome: Força Tarefa da Lava Jato”, resume. Ele aponta problemas da operação que culminaram em uma grande crise econômica no país.

“Em conluio com o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República, a Lava Jato não só pronunciou o golpe de 2016, como liquidou a economia, quebrando inúmeras empresas, levando o desemprego às alturas, além da entrega a grupos estrangeiros das riquezas do país, como o pré-sal”, completa.

Para o autor de Lavoura Arcaica (1975), foi esse prejuízo à soberania nacional o resultado da operação. “A Lava Jato causou um prejuízo incomparavelmente maior à nação do que a corrupção que pretextava combater.”

Entre os pecados cometidos, estão perseguições políticas que acabaram resultando na eleição de um presidente de extrema-direita que compôs seu gabinete com integrantes da própria operação.

“Induzindo delatores a acusarem o ex-presidente Lula, escandalosamente premiados ao se submeterem, sem ao mesmo tempo imputar seus cúmplices tucanos, a Lava Jato primou sobretudo em sua perseguição empedernida – e sem provas – contra Lula, maior líder da história brasileira”, disse Raduan. Luiz Inácio Lula da Silva está preso desde o dia 7 de abril após condenação na Lava Jato em processo relativo ao tríplex do Guarujá. Condenação apontada como frágil por juristas, intelectuais e lideranças.

O escritor completa seu texto ao afirmar que “ao praticar ilegalidades, inclusive vazamentos fora dos autos, conduções coercitivas, e tantas outras, os operadores da Lava Jato, visceralmente antipovo, não serão jamais absolvidos pela História, serão antes execrados, quem viver verá”.

 

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