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Em Curitiba

Dia de hoje é mais uma peça teatral do processo contra Lula, diz Gleisi

Presidenta do PT, senador Lindbergh Farias, ex-prefeito Fernando Haddad, entre outras lideranças, prestaram solidariedade a Lula, que depõe hoje à juíza Gabriela Hardt em Curitiba
Publicado por Redação RBA
15:40
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Reprodução
Gleisi

Processo contra Lula “tem apenas a convicção do Ministério Público”, diz Gleisi Hoffmann

São Paulo – “O dia de hoje é mais uma peça teatral que temos desse processo. Não entendemos por que Lula tem que fazer esse depoimento, qual é o crime que cometeu. Lula não é dono do sítio, não pediu reforma, não sabia de reforma. De novo repete-se a farsa que tivemos no (julgamento do) tríplex”, disse hoje a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso desde 7 de abril. “Tem apenas a convicção do Ministério Público”, acrescentou, em alusão ao promotor da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol.

Desde a prisão, é a primeira vez que Lula deixou a cela. Ele prestou depoimento à juíza Gabriela Hardt, substituta de Sérgio Moro na Lava Jato, sobre o processo que envolve um sítio em Atibaia.  

No processo, Lula é acusado de ter recebido “vantagens indevidas” das construtoras Odebrecht e OAS, por meio de reformas no imóvel, do qual ele seria proprietário. Os custos teriam sido pagos com recursos provenientes de contratos com a Petrobras.

Segundo Gleisi, que não chegou a visitar Lula, a expectativa é de que a postura da juíza substituta seja a mesma da adotada por Moro desde o início da Lava Jato, em março de 2014. “De novo podemos esperar uma condenação sem provas, sem observação do devido processo legal. O Brasil está virando motivo de descrédito internacional em relação ao seu Judiciário.”

Já o ex-candidato à presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, visitou Lula antes do depoimento para “prestar solidariedade, saber se ele está bem”. Naquele momento, Lula estava “muito preparado e tranquilo” sobre o que iria dizer a Gabriela Hardt, informou o ex-prefeito de São Paulo.

Para Paulo Pimenta, que também esteve em Curitiba, o processo não poderia estar na capital paranaense, já que o sítio se localiza em Atibaia, no estado de São Paulo, e não tem vínculo objetivo com a investigação sobre a Petrobras. “Não há nada, nenhum documento, nenhum fato, que vincule esta investigação à Lava Jato. Foi afrontado o princípio do juiz natural”, disse Pimenta.

Para o deputado, quando os tribunais superiores julgarem o mérito, a condenação relativa ao tríplex será derrubada e o processo sobre Atibaia, anulado. “Só que, até lá, o povo brasileiro e Lula terão pago um preço altíssimo.”

Os deputados federais Enio Verri (PT-PR) e Wadih Damous (PT-RJ) também estiveram em Curitiba.