eleições 2018

‘Quem decide eleição é o voto na urna, não é pesquisa’, diz Marinho

Candidato fez a penúltima caminhada com apoiadores na tarde de ontem, no centro da capital paulista, e acredita que indefinição da eleição estadual pode trazer surpresas

Roberto Parizotti
Luiz Marinho

“A expectativa, tanto nossa, quanto do Haddad é de se preparar para o segundo turno”, disse Luiz Marinho

São Paulo – O candidato do PT ao governo de São Paulo, Luiz Marinho, afirmou ontem (5) que, com a indefinição do cenário eleitoral em São Paulo, acredita em uma virada na eleição estadual. “Quem decide eleição é o voto na urna, não é pesquisa, não é boca de urna”, afirmou. Otimista, ele ressaltou que o partido sempre alcança bons resultados na reta final. “O PT costuma ser muito bom de chegada. A expectativa, tanto nossa, quanto do [candidato a presidente Fernando] Haddad é de se preparar para o segundo turno”, disse.

O candidato participou de ato na manhã de ontem, em Guarulhos, e hoje realizou a última mobilização entes da eleição de domingo, em São Bernardo do Campo, seu berço político. Segundo a última pesquisa Ibope, o candidato do PSDB, João Doria tem 24% das intenções de voto; Paulo Skaf (MDB) tem 21%; Márcio França (PSB), 14%; e Marinho, 8%.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, é preciso ficar claro que a eleição tem dois lados muito claros. “Os trabalhadores têm que saber que vamos escolher entre democracia e barbárie. Se o Temer foi ruim, o Bolsonaro é dez vezes pior. Trabalhador tem que votar em trabalhador. O representante dos trabalhadores é o Lula e o candidato dele é o Haddad. Temos a possibilidade de resgatar o que o Temer nos tirou”, afirmou.

Para Freitas, a sensação de ocupação das redes pelos conservadores é causada por uma intensa mobilização de robôs e fake news. “Vejo a ruas e não tenho dúvida nenhuma de que vamos ao segundo turno. Aí é outra eleição”, concluiu. 

Raimundo Bonfim, coordenador da Frente Brasil Popular, ressaltou que essa foi a eleição mais tensa que ele viu desde 1988. “Uma eleição marcada por muita violência, muita mentira. Carregada de ódio contra a classe trabalhadora em geral, não só o preconceito contra as mulheres, os LGBTI, os negros, contra quem pensa diferente. Mas o povo brasileiro é resistente. Até domingo às 17h é tempo de conversar com os vizinhos, familiares, amigos”, afirmou.