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Velha guarda

Metalúrgicos da 'era Lula' querem que ex-presidente passe a faixa a Haddad

Antigos companheiros foram até Curitiba prestar apoio
por Redação RBA publicado 13/09/2018 17h45, última modificação 13/09/2018 18h15
Antigos companheiros foram até Curitiba prestar apoio
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Ex-metalúrgicos em Curitiba: solidariedade a Lula e histórias para a nova geração

São Paulo – Um grupo de aproximadamente 50 metalúrgicos do ABC esteve em Curitiba nestas quarta e quinta-feira (12 e 13), onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso, desde 7 de abril, na Superintendência da Polícia Federal. Eram muitos contemporâneos de Lula no sindicato, como o ex-deputado Djalma Bom, além de sucessores na presidência da entidade, como Jair Meneguelli (primeiro presidente da CUT e também ex-deputado) e Heiguiberto Guiba Navarro. O petista foi presidente do então Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema de 1975 a 1981.

Nenhum deles conseguiu visitar Lula, que hoje recebeu o ex-primeiro-ministro italiano Massimo D´Alema e o ex-governador Cuauhtémoc Cárdenas (México). Mas o grupo encaminhou uma mensagem de apoio por meio de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do ex-presidente. Foi Frei Chico que incentivou o jovem Luiz Inácio a entrar para o sindicalismo – seu primeiro mandato como dirigente foi no período 1969/1972, na diretoria encabeçada por Paulo Vidal.

"Estamos juntos com ele", disse, sobre a carta a Lula, o ex-diretor João Ferreira Passos, o Bagaço, funcionário da Ford, em São Bernardo, de 1972 a 1999, quando se aposentou. "Vamos eleger Haddad presidente. E Lula vai colocar a faixa nele. Ou a Dilma", acrescentou o metalúrgico.

A caravana, que chegou a Curitiba ontem (12) e está retornando neste final de tarde a São Paulo, participou de diversas atividades na Vigília Lula Livre, nas proximidades da PF. Também foi exibido o filme Linha de Montagem (1982), de Renato Tapajós, sobre o movimento operário no ABC.

Além do "bom dia, boa tarde e boa noite, presidente Lula", saudação que é feita diariamente no acampamento, os metalúrgicos participaram ainda de rodas de conversa com outros sindicalistas e trabalhadores rurais. "A maioria desse pessoal que hoje está na luta era menino ou nem tinha nascido", comentou Bagaço. "Infelizmente, a gente voltou a um tempo que a gente pensou que tinha passado." O motivo foi triste, mas a viagem de ônibus transcorreu com alegria, segundo ele. "Velho não tem passado, tem história", brincou o ex-sindicalista, que Lula costuma chamar de Bagacito.

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