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Atentado

Bolsonaro é transferido para hospital em São Paulo; apoiadores preveem crescimento

Depois de passar por cirurgia e receber bolsa para evitar infecção, Jair Bolsonaro é levado para o Albert Einstein, e deve ficar fora da campanha até o primeiro turno
por Redação publicado 07/09/2018 09h45, última modificação 07/09/2018 11h39
Depois de passar por cirurgia e receber bolsa para evitar infecção, Jair Bolsonaro é levado para o Albert Einstein, e deve ficar fora da campanha até o primeiro turno
Bolso

Candidato é carregado após ataque

São Paulo –O candidato Jair Bolsonaro (PSL) foi transferido na manhã desta sexta-feira (7) para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde deverá permanecer em recuperação por pelo menos uma semana. O deputado ficará afastado da campanha sem previsão de retorno no curto prazo, após receber uma facada durante ato eleitoral ontem (6) em Juiz de Fora (MG). 

Diversos adversários políticos enviaram mensagens de solidariedade e condenando o ato violento. Apoiadores do militar veem no episódio uma possibilidade de redução da rejeição ao candidato do PSL e, em função da comoção, até mesmo de crescimento forte ainda no primeiro turno. O mercado financeiro reagiu com otimismo ao atentado. 

O deputado passou por exame que descartou lesão no fígado. Passou por cirurgia que reparou lesão em uma artéria, uma outra no intestino grosso e três no delgado – o candidato permanecerá com bolsa para prevenir infecção.

Segundo a diretora da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, o militar pode ter alta entre uma e duas semanas. "Ele está estável, mas é uma cirurgia de grande porte", disse, segundo o UOL

O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, participava do ato de campanha com Bolsonaro e disse que ele foi para o meio da multidão, "como sempre, por vontade própria, com o peito e o coração abertos”. E afirmou, segundo a Agência Brasil, que o medo não os impedirá de cumprir a missão. 

A coluna "Painel", da Folha de S.Paulo, informa porém que a preocupação de Bolsonaro com segurança era constante. "Desde janeiro deste ano ele fazia algumas atividades com colete a prova de balas, armado e sempre com seguranças. Carro, só blindado. Nos últimos meses, começou a dizer a aliados que temia um atentado", diz a seção. O candidato evitava, inclusive, consumir água e alimentos cuja procedência não conhecesse.

Flávio e Eduardo Bolsonaro, filhos do candidato, deixaram a campanha e seguiram para Juiz de Fora. Disputando o Senado, Flávio acompanharia o desfile de 7 de setembro no Rio de Janeiro e depois faria campanha em Rio das Ostras, Campos dos Goytacazes e Itaperuna. 

Com seis segundos em cada bloco do horário eleitoral gratuito, Bolsonaro estava investindo nas mídias sociais e na campanha de rua. Segundo as últimas pesquisas de intenção de votos, Bolsonaro lidera a corrida pelo Palácio do Planalto quando o o líder Luiz Inácio Lula da Silva é excluído das sondagens. As pesquisas apontam apontam ainda forte poder de transferência de votos do petista – pode chegar a 39%, segundo o Ibope – para um nome que venha a apoiar – a definição de sua substituição por Fernando Haddad deve sair na segunda-feira.

O candidato a vice-presidente, General Mourão, disse à Agência Brasil que o PSL não convocou reunião, mas que, neste momento, “o principal é organizar o dispositivo”. “Bolsonaro é um homem forte. Vai se restabelecer para ganharmos no primeiro turno”, disse.