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‘São heróis a serviço de uma causa’, diz líder do MST sobre grevistas de fome

O coordenado nacional do MST João Pedro Stedile considera que a situação deve ter desfecho em breve. Para ele, a conjuntura política é favorável a Lula e a que se faça justiça

MST/FACEBOOK
Grevistas de Fome

Integrantes de movimentos sociais já estão há 22 dias em greve de fome

São Paulo – O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Pedro Stedile afirma que a situação dos militantes em greve de fome, desde o último dia 31, em Brasília, “exige sacrifício total”. “Felizmente, nossos companheiros estão acompanhados por três médicos diuturnamente. São heróis a serviço dessa causa”, afirma ele ao Brasil de Fato.

Segundo a equipe médica, os manifestantes já estão em estágio avançado de debilidade física. Por isso, o movimento pede pressa à presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, em colocar em pauta as duas ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs) sobre a legalidade da prisão após decisão de segunda instância, situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Falta apenas vontade política.”

Para o líder do MST, a conjuntura política está favorável a Lula e seus apoiadores. “A marcha que foi a Brasília, depois as 50 mil pessoas que foram registrar a candidatura de Lula, o que ninguém esperava. Agora, mais recentemente, o STF deu alguns tiros no pé, como o aumento de salário dos magistrados”, afirma.

A pesquisa do Ibope, divulgada nesta segunda-feira (20), a terceira sondagem no mesmo dia a mostrar a ascensão da aprovação do petista junto à opinião pública, é outro fator que pressiona positivamente. “Eles prenderam o Lula e acharam que a massa iria abandoná-lo. Meses depois de sua prisão, o Ibope mostra que Lula subiu nas pesquisas. A ONU deliberou que Lula tem direito de se candidatar e só o povo brasileiro pode julga-lo se pode ser presidente, ou não. A conjuntura internacional e nacional é favorável para a garantira dos direitos do Lula disputar a próxima eleição”, acrescenta.

Nesta entrevista, Stedile fala sobre a situação dos militantes em greve de fome há mais de 20 dias, as razões do gesto extremo, possíveis desfechos e como a militância e os movimentos podem colaborar. Acompanhe: