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União

PT e PCdoB anunciam aliança para construir 'novo futuro para o Rio de Janeiro'

Candidata ao governo fluminense, Marcia Tiburi terá como vice o vereador comunista de Niterói Leonardo Giordano. Anúncio da união dos dois partidos no Rio se dá após confirmação da aliança nacional
por Redação RBA publicado 06/08/2018 18h32, última modificação 06/08/2018 18h43
Candidata ao governo fluminense, Marcia Tiburi terá como vice o vereador comunista de Niterói Leonardo Giordano. Anúncio da união dos dois partidos no Rio se dá após confirmação da aliança nacional
Divulgação/Facebook
PT e PCdoB

Lindbergh (à esq.), Jandira, Marcia Tiburi e Leonardo Giordano comemoram união no Rio de Janeiro

São Paulo – Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (6), o PT e o PCdoB apresentaram os candidatos da chapa às eleições no Rio de Janeiro, anunciando oficialmente a união das duas legendas no estado. A candidata ao governo fluminense Marcia Tiburi, pelo PT, terá como vice o vereador comunista de Niterói Leonardo Giordano, que abriu mão de disputar o posto. O senador Lindbergh Farias tentará a reeleição.

“É recorrente e sempre muito bem vinda unidade da esquerda (no caso de PT e PCdoB) que não tem medo de se unir”, disse Marcia. Dirigindo-se ao vice em sua chapa, ela o convidou a “construir um novo futuro para o Rio de Janeiro, reconstruir o estado, renovar a esperança do Rio com emprego e garantia de direitos a todas as pessoas, o que envolve segurança, educação e saúde”.

O anúncio oficial da união entre os dois partidos no Rio aconteceu após a confirmação da  aliança nacional entre PT e PCdoB na noite de domingo. A candidata ao governo estadual propôs que PT e PCdoB façam “uma 'ressignificação' da política na vida das pessoas”. Segundo ela, a ideia é fazer uma campanha que explique à população o fato de que “toda linguagem é política e o descaso do Estado com as pessoas é político”.

Leonardo Giordano destacou a unidade da esquerda, mas ressalvou que a intenção era de que ela fosse mais ampla, “para enfrentarmos um momento em que o Lula está preso, em que a democracia está ameaçada e os direitos sociais estão sendo atacados”. Nessa conjuntura, ele lembrou que o Rio de Janeiro está sob intervenção. “É importante que nossos partidos estejam juntos. O pior que pode acontecer no Rio é a eleição dos velhos figurões da política”, afirmou Giordano.

Presente à coletiva e candidata à reeleição para uma vaga na Câmara, a deputada federal Jandira Feghali comentou que “o PCdoB fez um esforço enorme” para uma unidade mais ampla da esquerda. “Infelizmente isso não foi possível.”

A parlamentar destacou que a união dos dois partidos é “potente”, pois soma a capital com a região metropolitana, para enfrentar “partidos que representam o golpe e a ausência de democracia”. A deputada estadual pelo PCdoB Enfermeira Rejane também participou da entrevista.

Lindbergh Farias disse que a união do ex-prefeito paulistano Fernando Haddad com Manuela D’Ávila à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva “traz uma mensagem de renovação”. Segundo Marcia Tiburi , Manuela “engrandece a luta da esquerda e das feministas. "É a junção da luta de classes com a luta das mulheres”, explicou. “Lênin falava que a luta de classes é a luta das mulheres.”

Sobre Haddad, ela comentou: “Neste momento é necessário que ele seja o vice na chapa do Lula. Em outro momento histórico, que ele seja também o presidente da República. Mas nesse momento nosso presidente será Luiz Inácio Lula da Silva”. 

Lindbergh afirmou acreditar que a esquerda pode eleger dois senadores na eleição de outubro no estado: ele próprio e o candidato do Psol, Chico Alencar, atualmente deputado federal. “Somos só dois candidatos. A direita tem Flávio Bolsonaro (PSL), Cesar Maia (DEM) e Eduardo Lopes (PRB).”