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ONU diz que Brasil deve respeitar direito de Lula de ser candidato

Estado brasileiro não pode obstruir candidatura do ex-presidente até que recursos contra a sua condenação tenham sido julgados. Como candidato, Lula deve ter "acesso irrestrito" à imprensa
por Redação RBA publicado 17/08/2018 11h01, última modificação 17/08/2018 12h24
Estado brasileiro não pode obstruir candidatura do ex-presidente até que recursos contra a sua condenação tenham sido julgados. Como candidato, Lula deve ter "acesso irrestrito" à imprensa
Ricardo Stuckert
Lula ONU

Pela decisão do comitê da ONU, Lula deve ter preservado o direito de conceder entrevistas e participar de debates

São Paulo – O Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) determinou nesta sexta-feira (17) que o Estado brasileiro "tome todas as medidas necessárias" para garantir os direitos políticos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato, incluindo o acesso à imprensaA decisão decorre de um pedido da defesa do ex-presidente que foi apresentada pelo advogado inglês Geoffrey Robertson, e determina que a candidatura de Lula não deve sofrer impedimentos "até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final". 

O ofício, assinado pelo Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU,  reconhece a existência de violação ao artigo 25 do Pacto de Direitos Civis da entidade e a ocorrência de danos irreparáveis a Lula na tentativa de impedi-lo de concorrer nas eleições presidenciais ou de negar-lhe acesso irrestrito à imprensa ou a membros de sua coligação política durante a campanha.

"Diante dessa nova decisão, nenhum órgão do Estado Brasileiro poderá apresentar qualquer obstáculo para que o ex-Presidente Lula possa concorrer nas eleições presidenciais de 2018 até a existência de decisão transitada em julgado em um processo justo, assim como será necessário franquear a ele acesso irrestrito à imprensa e aos membros de sua coligação política durante a campanha", diz em nota a advogada Valeska Teixeira Zanin Martins.

Confira reprodução do ofício da ONU:

RBA Documento da ONU
Versão original da manifestação do Comitê de Direitos Humanos da ONU