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manifestação

Metalúrgicos paralisam fábricas no Dia do Basta e protestam na Paulista

No ABC, categoria se uniu na Mercedez-Benz para denunciar os retrocessos do governo Temer. No Vale do Paraíba, duas empresas tiveram atraso na produção
por Redação RBA publicado 10/08/2018 12h09, última modificação 10/08/2018 12h18
No ABC, categoria se uniu na Mercedez-Benz para denunciar os retrocessos do governo Temer. No Vale do Paraíba, duas empresas tiveram atraso na produção
TVT
Dia do Basta na Av. Paulista

Após as atividades nas portas de fábricas, metalúrgicos seguiram para o ato em frente à Fiesp, na Avenida Paulista

São Paulo – O Dia do Basta dos metalúrgicos paulistas, nesta sexta-feira (10), começou com diversas paralisações em fábricas. A principal mobilização, no ABC Paulista, começou ainda na madrugada, na Mercedes-Benz. O objetivo é denunciar a perda de direitos e protestar contra o desemprego, o preço do combustível e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além das paralisações pela manhã, houve distribuição de boletins sobre as razões dos protestos nas fábricas da base, que abrange também Diadema. Em seguida, o sindicato organizou caravana para o ato das centrais em frente à Fiesp, na Avenida Paulista.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, observou que as manifestações de são "contra todos os ataques que a classe trabalhadora está sofrendo, na defesa de um mundo mais solidário em que os trabalhadores tenham empregos com carteira assinada, condições de trabalho, saúde e educação públicas", disse.

Já o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM-CUT), Paulo Cayres, lembrou que para reverter os retrocessos a luta também será nas eleições deste ano. "O nosso papel é alertar os trabalhadores sobre os riscos dos ataques que estamos sofrendo e a necessidade de ampliar a luta, com esforço e garra, para reverter a situação e retomar o crescimento econômico do país", afirmou.

Secretário-geral Aroaldo Oliveira da Silva fala na Avenida Paulista

Em São José dos Campos, região do Vale do Paraíba, o sindicato local promoveu protestos em dez fábricas. Em duas delas, a JC Hitachi e Prolind, decidiram parar por duas horas.

Os metalúrgicos da Embraer, Gerdau, Panasonic, Heatcraft, Parker Filtros, MWL, APS e Chery também aderiram às assembleias. Na Chery, em Jacareí, Parker Filtros, em São José dos Campos, e MWL, em Caçapava, houve atraso de uma hora na entrada dos trabalhadores da produção. 

"Os metalúrgicos estão mostrando toda sua indignação contra o descaso deste governo, que protege patrões e penaliza os trabalhadores. Nas assembleias, ficou claro que teremos de ir à luta para impedir que aquela corja de Brasília continue atacando nossos direitos. Exigimos a revogação da reforma trabalhista e o arquivamento da reforma da Previdência”, afirmou o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.