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Marcha Lula Livre inicia caminhada rumo a Brasília

Militantes do MST e de outros movimentos da Via Campesina saíram em três colunas de cidades diferentes rumo a Brasília, para exigir liberdade do ex-presidente e a confirmação de sua candidatura
Publicado por Redação RBA
15:12
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Leonardo Milano
Marcha Lula Livre

Manifestantes partiram de três pontos diferentes – Formosa (GO), Luziânia (GO) e Engenho das Lages (DF)

São Paulo – Na manhã deste sábado (11) teve início a Marcha Nacional Lula Livre com mais de 5 mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de outros movimentos da Via Campesina rumo a Brasília. Eles vão caminhar até Brasília, com chegada programada para o dia 15 de agosto, data de registro da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.

Os manifestantes partiram de três pontos diferentes – Formosa (GO), Luziânia (GO) e Engenho das Lages (DF) – e cada uma das colunas vai percorrer entre 50 e 90 km, com paradas em cidades no trajeto para conversas com a população local.

A Coluna Prestes, que saiu de Luziânia e conta com militantes do Sul e do Sudeste, deve realizar um ato, às 17 horas, na cidade de Valparaíso de Goiás. Já a Coluna Tereza de Benguela partiu do Engenho das Lajes com trabalhadores das regiões Norte e Centro-Oeste, contando na sua programação um ato político-cultural no mesmo horário em Samambaia. Militantes de oito estados do Nordeste saíram de Formosa na Coluna Ligas Camponesas e farão debates pela tarde respondendo ao questionamento “Por que marchamos?”.

“Estamos passando por um momento crítico em que há uma prisão arbitrária do presidente Lula, há mais de cento e vinte dias. Estamos imersos em uma crise política e nos aproximando das eleições presidenciais e a Marcha é um momento para dialogar com a população brasileira sobre o que está acontecendo no nosso país”, analisa Ceres Hadich, da direção nacional do MST no Paraná.

No ato de abertura da Marcha realizado em Formosa, a dirigente do MST Lucineia Duraes, lembrou das manifestações do Dia do Basta, convocado por movimentos populares e sindicais contra a retirada de direitos promovida pelo governo Temer. “Hoje e sempre, nossa tarefa é ir a todos os cantos do campo e da cidade para defender diversas liberdades, inclusive a liberdade de ter esperança. A prisão de Lula é a prisão da nossa esperança de um Brasil melhor, é a prisão dos nossos direitos”, pontuou ao site do MST.