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Haddad diz que Alckmin só cresce se Bolsonaro cair, e prevê PT no 2º turno

Em entrevista ao programa "Canal Livre", vice de Lula diz que "maior representante do Temer na eleição" é o candidato do PSDB e chama adversários para o debate: "Estão com medo de mim?"
por Redação RBA publicado 20/08/2018 12h26, última modificação 20/08/2018 12h37
Em entrevista ao programa "Canal Livre", vice de Lula diz que "maior representante do Temer na eleição" é o candidato do PSDB e chama adversários para o debate: "Estão com medo de mim?"
Reprodução/TV Bandeirantes
Haddad Canal Livre 2

"Não querer debater com o Lula, eu entendo". Ex-presidente venceria a todos os demais candidatos, segundo Haddad

São Paulo – O candidato a vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad (PT), disse que um eventual segundo turno entre os candidatos Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL) é um cenário improvável, até mesmo "impossível". Em entrevista ao programa Canal Livre, da Rede Bandeirantes, neste domingo (19), ele afirmou que "Alckmin só cresce às custas de uma queda do Bolsonaro, não tem como ele crescer sem o Bolsonaro cair".

O ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro afirmou que a candidatura petista deverá enfrentar um ou outro, no segundo turno, e desafiou os demais postulantes para o debate ainda durante o primeiro turno, e dizendo apostar na comparação de propostas e trajetórias na política. "Acho que tenho um currículo que não sei se eles estão à altura de criticar. Vamos ver quem ganha o debate. Eu desafio qualquer um desses adversários. Não querem debater nem com o Lula e nem comigo. Não querer debater com o Lula, eu entendo, porque o Lula 'jantaria' a todos. Agora não querem que eu participe dos debates, estão com medo de mim?", provocou Haddad.

O vice de Lula tem atuado como seu porta-voz, enquanto a Justiça continua impedindo o ex-presidente de conceder entrevistas e participar dos debates, mesmo após decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU afirmando que Lula deve ter livre acesso à imprensa e não pode ter sua candidatura barrada antes que sejam apreciados os recursos contra a sua condenação em um "julgamento justo".

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"Hoje o maior representante do Temer na eleição é o Alckmin. Isso dito pelo Temer, não sou eu que estou dizendo. Quando perguntado quem é o candidato do governo, ele (Temer) afirmou: 'Parece que é o Alckmin, né'. Toda a base de apoio dele, com exceção do MDB – que hoje não têm um candidato com expressão e viabilidade –, está apoiando o Alckmin", afirmou o vice petista. São esses os desafios que o tucano terá que enfrentar nas eleições, segundo Haddad: a "bola de ferro" que representa o apoio do PSDB ao governo Temer e a disputa com Bolsonaro.

Na semana passada, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou que não descartar a possibilidade de apoio ao PT em um eventual segundo turno contra Bolsonaro. Perguntado se poderia fazer o mesmo, Haddad negou aproximação com o PSDB. "Se você ler o programa de governo do Alckmin, é o plano Temer, é a Ponte para o Futuro. Se nós somos oposição ao Temer, como é que vamos apoiar um candidato que subscreve o que ele está fazendo do ponto de vista econômico?", questionou.