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Greve de fome: 'responsabilidade é de Cármen Lúcia', afirma Paulo Teixeira

“Ela tem o dever de colocar em votação as ações sobre a presunção de inocência, o que ela se nega a fazer", diz deputado federal. "Greve é a expressão da indignação popular com a perseguição a Lula"
por Eduardo Maretti, da RBA publicado 01/08/2018 08h18
“Ela tem o dever de colocar em votação as ações sobre a presunção de inocência, o que ela se nega a fazer", diz deputado federal. "Greve é a expressão da indignação popular com a perseguição a Lula"
Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados
Paulo Teixeira

"Tudo o que essa greve de fome pede é pelo cumprimento da Constituição", diz deputado

São Paulo – Na opinião do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), a greve de fome iniciada nesta terça-feira (31) por seis militantes em defesa da Constituição, por justiça, e pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "é a expressão da indignação popular com a perseguição" a Lula. "Se o Supremo Tribunal Federal tiver um olhar para a Constituição, ele tem que liberar o (ex-)presidente. O que essas pessoas estão fazendo é uma greve de fome em defesa da Constituição. Espero que eles decidam respeitar a Constituição", diz o parlamentar.

Os ativistas atribuem a responsabilidade por qualquer grave problema físico decorrente da greve de fome aos ministros que votaram contra o habeas corpus do ex-presidente no dia 4 de abril, três dias antes de decretada a prisão de Lula: Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Luiz Fux e Rosa Weber. O recurso foi derrotado por 6 votos a 5.

Em entrevista coletiva na segunda-feira (30), o frei Sérgio Görgen responsabilizou também o juiz Sérgio Moro e os desembargadores do TRF4 (João Pedro) Gebran Neto e (Carlos Eduardo) Thompson Flores.

Para Paulo Teixeira, "a responsabilidade é da Cármen Lúcia. Ela que está se negando a colocar em votação as ADCs. Essa greve de fome se endereça à Cármen Lúcia". A presidenta do STF se recusa a colocar em votação as Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) 43 e 44, sobre a prisão após condenação em segunda instância. Ambas as ações foram liberadas pelo ministro relator, Marco Aurélio Mello, no início de dezembro.

"A ministra Cármen Lúcia tem o dever de colocar em votação as ações sobre a presunção de inocência, o que ela se nega a fazer. Portanto, tudo o que essa greve de fome pede é pelo cumprimento da Constituição e exige a votação do Supremo sobre o tema", diz Teixeira. Para ele, a greve de fome, assim como o Festival Lula Livre, realizado no Rio de Janeiro no sábado, acabam tendo o mesmo objetivo: "O respeito à Constituição e exigir do Supremo que solte Lula".

Ao iniciar a greve, Frei Sérgio afirmou que "o jeito com que o Supremo nos tratar é o jeito que vai tratar o povo". Para o ativista, os ministros do tribunal "não podem violar aquilo para o qual eles foram colocados no tribunal, que é zelar pela Constituição".