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Por justiça

Estado de saúde dos grevistas de fome é cada vez mais delicado

Integrante da equipe médica afirma que serão feitas recomendações quanto à interrupção da greve, que já dura 21 dias. Mesmo fragilizados, manifestantes ainda querem lutar por justiça no STF
por Redação RBA publicado 20/08/2018 13h48, última modificação 20/08/2018 14h07
Integrante da equipe médica afirma que serão feitas recomendações quanto à interrupção da greve, que já dura 21 dias. Mesmo fragilizados, manifestantes ainda querem lutar por justiça no STF
Ricardo Stuckert/Reprodução
Greve de fome

No 19º dia da greve de fome, manifestantes passaram a usar camas hospitalares e cadeiras de roda

São Paulo – O estado de saúde dos sete manifestantes que estão em greve de fome é cada vez mais delicado por conta da desnutrição, segundo o médico Ronald Wolff, integrante da equipe especializada que acompanha os grevistas. Nesta semana, os médicos farão recomendações quanto à interrupção da greve, conforme afirma Wolff, em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, na Rádio Brasil Atual.

“É um quadro bastante grave e estamos nos preparando para a interrupção da greve de quem precisar. Não vamos permitir que qualquer um deles seja exposto a um risco, sequelas permanentes ou a um perigo real de morte”. Apesar das recomendações, o médico explica que os manifestantes permanecem reivindicando a votação das ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs) pela revisão do cumprimento de pena após condenação em segunda instância. 

Os integrantes da greve de fome por justiça no STF, em curso há 21 dias, foram recebidos no último dia 14 pela presidenta da Corte, Cármen Lúcia. No entanto, até o momento a ministra não sinalizou pela inclusão do questionamento em pauta. “Isso como cidadão eu só tenho um entendimento: o STF me parece uma ferramenta do capital, obedecendo às famílias poderosas do Brasil para manter Lula fora da eleição”, critica Wolff sobre a atuação do Judiciário.

Ouça a entrevista completa: