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Projeção mundial

Ex-chanceler francês diz a Celso Amorim que Brasil faz falta na ordem mundial

Ex-ministro é convidado de hoje do programa "Entre Vistas", com Juca Kfouri, às 21h. Segundo Amorim, papa acolheu prontamente pedido de audiência para falar sobre Lula e o Brasil
por Redação RBA publicado 21/08/2018 18h47, última modificação 22/08/2018 08h25
Ex-ministro é convidado de hoje do programa "Entre Vistas", com Juca Kfouri, às 21h. Segundo Amorim, papa acolheu prontamente pedido de audiência para falar sobre Lula e o Brasil
Luciano Velleda
Celso Amorim

No programa, Celso Amorim analisa a projeção internacional que o Brasil já teve e as manifestações no mundo à favor de Lula

São Paulo — Os dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) na Presidência da República foram marcados por uma política externa que projetou o Brasil como protagonista na geopolítica internacional. À frente dessa mudança de postura esteve o ministro das Relações Exteriores e da Defesa, Celso Amorim, convidado desta terça-feira (21) do programa Entre Vistas, na TVT, a partir das 21h. 

E é com a interrogação de como o Brasil era visto pelo mundo no governo Lula e como é percebido atualmente, pós-impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, que o apresentador Juca Kfouri inicia o programa. 

“Há diferença é imensa. Várias pessoas no exterior falam disto. O ex-ministro das Relações Exteriores da França, do governo de Jacques Chirac, já disse que o Brasil está 'fazendo falta na ordem mundial'. O Brasil esteve presente no tabuleiro internacional e hoje, até no regional está ficando omisso”, destaca Celso Amorim. 

Juca Kfouri lembra que durante muito tempo houve a crítica de que a política externa do governo Lula, estabelecendo novos negócios e abrindo diálogo com países africanos, árabes, entre outros, era acusada de “bolivariana”, uma definição que, na visão de Amorim, sempre foi apenas uma “bobagem”.  

Programa pode ser visto a partir de 21h desta terça

“As pessoas queriam sair na foto com o Lula. É uma tolice total dizer que a nossa política era ideológica. Para a direita, ideológica é a política da esquerda, e a dela é de ‘interesse nacional’”, define Amorim, também ex-ministro da Defesa no governo de Dilma Rousseff. 

Durante o Entre Vistas, Amorim fala da recente visita que fez ao Papa Francisco, em Roma, ocasião em que presenteou a autoridade máxima da Igreja Católica com um livro sobre a perseguição política e judiciária sofrida por Lula e, por sua vez, recebeu das mãos do papa uma mensagem de bênção dirigida ao ex-presidente, preso desde 7 de abril em Curitiba. 

Segundo o ex-ministro, Francisco respondeu o pedido de audiência em menos de 12 horas, algo pouco comum. Com cuidado para “não cometer inconfidências”, Celso Amorim diz que a conversa com o pontífice passou por temas como o risco e a onda neoliberal que está desintegrando a América Latina, e que o Sumo Sacerdote ainda explicou como obtém notícias do Brasil e de Lula. 

Participam do programa a sindicalista Rita Berlofa, dirigente bancária de São Paulo e presidente da UNI Finanças internacional, e Ananda Mendez, estudante de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.