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Ato em Porto Alegre

Vagner Freitas: 'Candidatura de Lula vai ser registrada por milhares de pessoas'

Em pronunciamento em frente ao TRF4, presidente da CUT diz que perseguição a Lula por parte do Judiciário ajuda a mobilizar movimentos progressistas e trabalhadores pela candidatura de ex-presidente
por Redação RBA publicado 13/07/2018 16h34, última modificação 13/07/2018 19h15
Em pronunciamento em frente ao TRF4, presidente da CUT diz que perseguição a Lula por parte do Judiciário ajuda a mobilizar movimentos progressistas e trabalhadores pela candidatura de ex-presidente
Roberto Parizotti/CUT
Vagner Freitas

"O ministro da Justiça e a Polícia Federal descumpriram a lei, porque não cumpriram decisão judicial"

São Paulo – “Nós sabemos que Lula só está preso porque lidera todas as pesquisas. Se não fosse candidato não estaria preso”, disse o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, em pronunciamento no ato político em frente ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, na tarde desta sexta-feira (13), como parte do Dia Nacional de Luta por Lula Livre. Para o dirigente, a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma ameaça que pesa sobre todos os cidadãos brasileiros, com a suspensão do Estado democrático de direito.

“Se Lula, que é cidadão do mundo, pode ser tratado dessa maneira, o que vai acontecer com o cidadão comum na periferia do Brasil afora, se a lei não é cumprida com um ex-presidente da República? O Brasil virou um país sem lei”, alertou.

Ele pediu que os movimentos sociais, os partidos engajados na luta pela democracia e os sindicatos continuem mobilizados pela libertação do ex-presidente e prometeu que, no dia 15 de agosto, data prevista para o registro da candidatura de Lula à Presidência da República, a mobilização vai “lotar Brasília”. “Vai ser uma candidatura registrada por milhares de pessoas. Lula vai ser candidato, vai ser eleito e em janeiro vai subir as escadas do Palácio do Planalto e propor um referendo revogatório de todos os atos que os golpistas fizeram contra o Brasil”, disse.

“Este tribunal descumpriu a lei. Lula tinha que ser imediatamente solto. O ministro da Justiça (Raul Jungmann) e a Polícia Federal também descumpriram a lei, porque não cumpriram decisão judicial (do desembargador Rogério Favreto)”, criticou, ao referir-se ao TRF4, que no domingo (8) esteve no centro das arbitrariedades que definiram a manutenção da prisão de Lula.

Freitas refirmou que a ação do tribunal durante o processo é "política e interesseira” e que o prejuízo atinge a democracia brasileira. “Querem que o Brasil seja colônia do capital internacional. O que acontece ao Brasil salta aos olhos do mundo inteiro.” Ele lembrou que o mérito do processo contra Lula não foi julgado e que, conforme determinado pela Constituição Brasileira, enquanto não houver sentença em última instância (Supremo Tribunal Federal) o ex-presidente não pode ser preso.

“A sociedade brasileira tem que se levantar contra isso. Se amanhã tiver evidências contra qualquer um de vocês, vocês serão presos.”  Segundo ele, uma parcela do Judiciário brasileiro é, atualmente, guiada pelos “índices do Ibope” e combina suas ações com a mídia. “Lula está preso por dizerem que tem um apartamento que nunca teve”, acrescentou.

O presidente da CUT afirmou que a atuação do Judiciário traz um fator positivo. Segundo ele, a manutenção de Lula na  prisão mobilizou os trabalhadores “para agosto ser um mês de luta”. "Essa palhaçada que aconteceu no domingo só coloca mais água no nosso moinho pra fazer o Dia Nacional do Basta dia 10 agosto com mais força ainda, para parar o Brasil, os trabalhadores se manifestando contra a carestia, contra o desemprego e por Lula livre."

Vagner viaja a Cuba na noite desta sexta para participar do 24º Encontro Anual do Foro de São Paulo, na capital, Havana, de domingo (15) a terça-feira (17). Participam partidos de esquerda e movimentos progressistas da região.