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caiu a ficha?

Renan diz que Lula é preso político e ataca Meirelles: 'Candidato dos bancos'

Após visita ao ex-presidente, senador afirma diz que Meirelles fez economia desmoronar e que governo Temer é tenebroso. "Lula está indignado, mas paciente", diz Jorge Viana
por Redação RBA publicado 17/07/2018 17h35, última modificação 17/07/2018 19h03
Após visita ao ex-presidente, senador afirma diz que Meirelles fez economia desmoronar e que governo Temer é tenebroso. "Lula está indignado, mas paciente", diz Jorge Viana
Joka Madruga/AGpt
visita de senadores

Renan Calheiros (MDB-AL), Roberto Requião (MDB-PR), Jorge Viana (PT-AC) e Armando Monteiro (PTB-PE) após visita a Lula

São Paulo – A Comissão de Constituição e Justiça do Senado realizou na tarde de hoje (17) uma vistoria na sede da Polícia Federal de Curitiba, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso desde 7 de abril. O pedido para a visita partiu do senador Jorge Viana (PT-AC). Na entrevista coletiva após a saída dos parlamentares, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que é suplente na comissão, foi enfático em afirmar: "Mais do que nunca, um preso político”.

Renan, que votou pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff em 2016, afirmou que “não há provas nem materialidade” para manter Lula preso. “A decisão de primeira instância (tomada pelo juiz Sérgio Moro) foi estapafúrdia, por convicção. Já a decisão do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4) foi apressada, em janeiro, colocada no cenário eleitoral de propósito. Tudo isso transforma sua prisão em política e por isso ele continua crescendo nas pesquisas”, completou, ao dizer que apoia a candidatura de Lula pela convicção de sua inocência.

O processo que mantém Lula encarcerado foi classificado pelo senador, pai do governador de Alagoas, Renan Filho, candidato à reeleição. “Essa visita significa a solidariedade de todos nós ao presidente Lula, pelo que ele representou e representa para o país. E para cobrarmos que esse processo siga o rito da legalidade, da constitucionalidade. Tenho certeza de que não está seguindo", reiterou. "Encontramos Lula convicto de que vai demonstrar sua inocência. Eu penso exatamente igual, como vocês sabem, ele foi condenado sem provas. E mais, teve uma antecipação da pena, o que conflita com a Constituição e, fundamentalmente, com a democracia."

Junto com Jorge Viana e Renan, participaram da visita o presidente da comissão, Edison Lobão (MDB-MA), e Roberto Requião (MDB-PR). Viana disse que Lula está indignado, mas paciente. “Ele clama por justiça. Não pede nenhum tipo de concessão, só pede julgamento justo, em respeito a sua história e em respeito ao povo brasileiro que confia nele. Vimos uma pessoa que está com a indignação de quem sofre injustiça, mas também com a paciência de esperar.” Requião afirmou que Lula está “com uma vontade inquebrantável, acreditando em sua inocência.”

Meirelles, o banqueiro

Além das declarações de Calheiros em apoio a Lula, o emedebista fez duras críticas à pré-candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles ao pleito presidencial. “A candidatura dele (Meirelles) ficaria muito bem para o Bank of Boston ou para a presidência da Federação Nacional dos Bancos, jamais para a Presidência da República. Ele não é originário do PMDB. Ele é um candidato do sistema financeiro.”

Para Renan, a estratégia do partido deve ser direcionada para as forças regionais, como do seu herdeiro Renan Filho, governador de Alagoas. “O partido tem bons governadores, como o de Alagoas que é excelente. Você não pode condenar um jovem governador, bem avaliado, a subir em um palanque com Meirelles com essa agenda dele contra os pobres e contra os trabalhadores, em um país cuja economia está cada vez mais desmoronando.”

O emedebista mostrou preocupação com a reconstrução do partido “no pós Michel Temer, que faz um governo tenebroso, com resultados horríveis”. E Meirelles seria a continuidade do modelo de Temer. “Defendo que não temos candidato. Candidatura à presidência não adianta ser enganação, fantasia. Tem candidato ou não. No caso, não temos. Estou há muito tempo no partido e nunca cruzei com Meirelles nos corredores, não sei aonde ele estava nos momentos mais dramáticos de nossa democracia”, completou o senador.