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Lula inocente

Marcha por Lula livre chega a Recife e mostra que mobilização é o caminho

Pernambucanos liderados pelo MST chegaram à capital pernambucana após cinco dias de marcha, que saiu de Caruaru
por Redação RBA publicado 20/07/2018 19h52, última modificação 20/07/2018 20h01
Pernambucanos liderados pelo MST chegaram à capital pernambucana após cinco dias de marcha, que saiu de Caruaru
reprodução/twitter
boneco lula

Militantes carregaram um grande boneco do ex-presidente Lula pelas ruas da capital pernambucana

São Paulo – A tarde desta sexta-feira (20), em Recife, foi palco da chegada da Marcha Lula Livre, Lula Inocente, que saiu na segunda-feira (16) da cidade de Caruaru, no interior do Pernambuco. Ao longo da semana, os manifestantes, puxados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), passaram pelas cidades de Bezerros, Gravatá, Pombos, Vitória de Santo Antão e Moreno. No destino final, na praça Derby, região central da capital pernambucana, um ato concentrou os ativistas.

O forte sol do Nordeste brasileiro não impediu a animação dos manifestantes, que trouxeram um grande boneco do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde 7 de abril. Para os manifestantes, um preso político. Em comum, todos os que marcharam foram beneficiados por alguma política pública criada durante os 13 anos de governo petista. “Só com Lula livre podemos mudar esse país. Vivemos em processo de golpe”, afirma a camponesa Maria Aparecida. No estado, Lula lidera as intenções de voto com larga vantagem, aglutinando em torno de 65% do eleitorado.

“O golpe foi dado pela direita desse país para retirar nossos direitos”, completou. Já Robson Bispo, morador da cidade de Moreno, disse que “a vida está complicada. Quando Lula estava no poder era bem melhor”. Já o agricultor João da Silva destaca dois objetivos da marcha: “Queremos um pedaço de terra para poder trabalhar. O outro é para liberar o presidente Lula. Quem roubou continua solto e quem não roubou é que está preso”.

Durante o ato, os militantes lembraram a data do próximo dia 15, quando apoiadores de Lula devem marchar até Brasília para o registro oficial de sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Estamos construindo o sentimento de descontentamento, de revolta contra o Judiciário e contra a prisão de Lula. Mas agora estamos na sinergia da defesa de Lula por sua candidatura. Constituímos esse processo em Pernambuco com alegria e a marcha aponta para o caminho da mobilização nacional em defesa de Lula”, disse Jaime Amorim, da direção nacional do MST.

Emocionada, a deputada estadual Tereza Leitão (PT-PE) afirmou que “estamos com ânimo renovado para registrar a candidatura de Lula". Para ela, a marcha "é um marco na história da resistência em Pernambuco". Já Ivan Moraes, vereador de Recife pelo Psol, participou de parte da caminhada e afirmou que “quando nos juntamos para lutar pelo que acreditamos é fantástico”. Para ele, a prisão de Lula é política. “Em 2018 não deveríamos ter mais presos políticos. Eu vou votar no Guilherme Boulos, mas uma eleição sem Lula, que está preso sem provas, é uma eleição ilegítima.”