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Eleições 2018

CNI faz debate com pré-candidatos, mas exclui o principal

Sabatina na quarta-feira ouvirá representantes de seis partidos, sem o PT, que tem o nome líder das pesquisas, inclusive da própria entidade patronal. Na abertura, um dia antes, evento terá Temer e FHC
por Redação RBA publicado 02/07/2018 16h16, última modificação 02/07/2018 18h48
Sabatina na quarta-feira ouvirá representantes de seis partidos, sem o PT, que tem o nome líder das pesquisas, inclusive da própria entidade patronal. Na abertura, um dia antes, evento terá Temer e FHC
Antonio Cruz/Agência Brasil
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Temer vai abrir o evento da CNI, presidida por Robson Andrade e entusiasta da 'reforma' trabalhista

São Paulo – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) promove nesta quarta-feira (4), a partir das 9h, em Brasília, um evento com seis pré-candidatos à Presidência da República. Não participa nenhum representante do PT, cujo pré-candidato anunciado é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder nas pesquisas de opinião, inclusive da própria entidade patronal. Na véspera, o 11º Encontro Nacional da Indústria (Enai) terá Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso na cerimônia de abertura. 

O "Diálogo da Indústria com os presidenciáveis", na quarta, começa com Geraldo Alckmin (PSDB). Às 10h, é a vez de Marina Silva (Rede) e uma hora depois, Jair Bolsonaro (PSL). As falas recomeçam às 13h, com Henrique Meirelles (MDB) e continuam com Ciro Gomes (PDT) e, por fim, Álvaro Dias (Podemos). Assim, candidatos identificados com o campo progressista, como Guilherme Boulos (Psol) e Manuela D´Ávila (PCdoB), também foram preteridos.

Segundo a CNI, cada um terá precisos 51 minutos para apresentar propostas e responder perguntas dos empresários – 2 mil deles devem participar do encontro. Na sequência, cada pré-candidato dará entrevista coletiva na sala de imprensa.

"Além de conhecer os planos de governo dos pré-candidatos, vamos apresentar a eles diversas propostas, com iniciativas que o setor industrial considera fundamentais para romper obstáculos ao crescimento da economia, estimular o amadurecimento institucional e melhorar a qualidade de vida da população", diz o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, que falará na abertura, amanhã, ao lado de Temer. A entidade foi defensora e em boa medida inspiradora da "reforma" da legislação trabalhista.

A confederação informa que apresentará aos candidatos 43 documentos com as sugestões do setor, com base no "Mapa Estratégico da Indústria 2018-2022". Segundo a CNI, o mapa estabelece "meta claras e ações factíveis em 11 fatores-chaves, entre os quais estão a segurança jurídica, a educação, a infraestrutura, o ambiente macroeconômico, a eficiência do estado, a governança e a inovação".

Procurada mais de uma vez, por meio de sua assessoria, a entidade não se manifestou sobre a não inclusão de um representante do partido do ex-presidente. A pergunta encaminhada à assessoria era no sentido de saber se o nome de Lula ou alguém do PT havia sido considerado para figurar entre os convidados do evento.