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Carta

Bernie Sanders e outros 28 congressistas americanos criticam perseguição a Lula

Parlamentares do partido Democrata dizem que condenação do ex-presidente é baseada em "acusações não comprovadas" e cobram explicações sobre a morte de Marielle Franco
por Redação RBA publicado 26/07/2018 10h51
Parlamentares do partido Democrata dizem que condenação do ex-presidente é baseada em "acusações não comprovadas" e cobram explicações sobre a morte de Marielle Franco
Divulgação/Partido Democrata/Ricardo Stuckert
Sanders e Lula

Sanders e congressistas norte-americanos reafirmam o direito de Lula de participar livremente das eleições de outubro

São Paulo – Um grupo de 29 congressistas norte-americanos, incluindo o senador Bernie Sanders, pré-candidato do partido Democrata nas eleições presidenciais de 2016, assinam carta enviada ao governo brasileiro nesta quinta-feira (26) na qual denunciam a "intensificação do ataque à democracia e aos direitos humanos no Brasil". Eles questionam a condenação e prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva baseada em "acusações não comprovadas" e cobram explicações sobre a morte da vereadora Marielle Franco.

"Acredito que é importante, como membro do Congresso, me manter engajado em temas da democracia e dos direitos humanos nas Américas", afirmou o deputado democrata Mark Pocan, do estado de Wisconsin, autor do documento. 

Na carta, os parlamentares norte-americanos afirmam que "a luta contra a corrupção não deve ser usada para justificar a perseguição de opositores políticos ou negar-lhes o direito de participar livremente das eleições", e também apontam que Lula é o "principal candidato presidencial" nas eleições de outubro deste ano. 

Sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março no Rio de Janeiro, os congressistas cobram uma investigação internacional independente sobre o caso, pois, segundo eles, "evidências críveis sugerem que membros das forças de segurança do Estado podem estar implicados no crime". 

Os políticos classificam ainda o governo Temer como de "extrema-direita", e criticam os cortes de gastos sociais e a dita "reforma" trabalhista, que revogou direitos conquistados.