Justiça

Igreja Católica Anglicana encaminhará pedido de habeas corpus de Lula à Justiça

Dom Orvandil, um dos proponentes da iniciativa, afirma que está costurando articulação com outras igrejas em favor do ex-presidente

Cartas Proféticas Youtube/Reprodução
Igreja Anglicana habeas corpus

Decisão foi tomada após encontro de formação realizado pela Diocese Católica da Amazônia, no Pará

São Paulo – A Câmara Episcopal da Igreja Católica Anglicana aprovou nesta semana o encaminhamento de um pedido de habeas corpus à Justiça em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão elaborada a partir de um encontro de formação realizado pela Diocese Católica da Amazônia, em Cametá, no Pará. Ao jornalista Glauco Faria, na Rádio Brasil Atual, o arcebispo primaz da Igreja Católica Anglicana, professor universitário e presidente da Irmandade Brasileira Justiça e Paz (Ibrapaz) Dom Orvandil qualificou a escolha como uma decisão que promove justiça e contempla os interesses das classes mais pobres no país.

Segundo o arcebispo, a construção da iniciativa remete às bases de formação da Teologia da Libertação – corrente cristã reconhecida por incorporar em sua linha questões sociais – e aos anseios das populações de baixa renda, presenciados por Dom Orvandil durante sua viagem pelo interior do Pará. A Igreja Católica Anglicana tenta também “costurar uma articulação com outras igrejas”, que estão se posicionando em defesa de Lula, como fez a Igreja Luterana.

O religioso pondera que o encaminhamento do habeas corpus remete a uma “questão patriótica e cívica dos trabalhadores”, e não se pode esperar apenas uma resposta judicial. O pedido se insere “no contexto da luta nacional e popular, do povo lutando”.

Nesta quarta-feira (25), outro pedido de habeas corpus protocolado por um advogado que está fora da defesa oficial de Lula foi rejeitado pelo ministro Dias Toffoli, conforme reporta a Agência Brasil. Para Dom Orvandil, as ações do Judiciário são compreendidas pelos trabalhadores do interior paraense como um projeto que atende aos interesses estrangeiros. “Eles analisam que o que aconteceu no Brasil e é ameaça em outros países latino-americanos é a imposição dos interesses macropolíticos e econômicos dos Estados Unidos sobre nosso solo, nossas riquezas, nossa água, nosso petróleo e nosso pré-sal”, observa.

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