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Ataque aos bancos públicos

Privatização da Caixa é uma ‘assombração dos anos 90’, diz deputado

Desmonte da CEF preocupa o parlamentar Assis Carvalho (PT-PI), sobretudo pelo papel que a instituição desempenha no interior do Brasil
por Redação RBA publicado 27/06/2018 12h28, última modificação 27/06/2018 12h29
Desmonte da CEF preocupa o parlamentar Assis Carvalho (PT-PI), sobretudo pelo papel que a instituição desempenha no interior do Brasil
Arquivo EBC/Reprodução
Desmonte bancos públicos

61% dos brasileiros são contrários a venda da Caixa Econômica Federal, segundo pesquisa da CUT/Vox

São Paulo – As investidas do governo Temer sobre a Caixa Econômica Federal na tentativa de privatizá-la, intenção confirmada recentemente pelo ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, têm despertado reação por parte dos parlamentares do campo progressista. Entre eles, o deputado federal Assis Carvalho (PT-PI), entrevistado pelo apresentador Rafael Garcia, da Rádio Brasil Atual. Na conversa, ele classificou a política de privatização como uma “assombração dos anos 90”.

O novo estatuto do banco, publicado no início do ano, confirma a condução do banco público ao processo de abertura de capital, o que é, na opinião do parlamentar, uma ação "lamentável" que fere a soberania nacional. “Os derrotados nas urnas colocam novamente em pauta um programa derrotado na era FHC. Privatizar os bancos públicos é potencializar o rentismo e os bancos privados”, afirma o deputado.

O desmonte da CEF preocupa o parlamentar, sobretudo pelo papel que a instituição desempenha no interior do Brasil e nos pequenos municípios, ajudando a viabilizar políticas sociais que podem ser descontinuadas se prevalecer o interesse do mercado.

“A Caixa tem um papel fundamental, por exemplo, no programa Minha Casa Minha Vida, feito por ela. Embora os bancos privados pudessem fazer também, não se interessavam, porque não se interessam por nada que tenha força social.”

Divulgada em maio deste ano, uma pesquisa da CUT/Vox Populi revelou que 61% dos brasileiros são contrários à venda da Caixa Econômica Federal, pois consideram que os bancos públicos indispensáveis para o desenvolvimento nacional e temem que as redes credenciadas da CEF e seus programas não alcancem cidades interioranas.

“É necessário que uma parte dos parlamentares alinhada às decisões de um governo que faz tanto mal para o país, em pelo menos alguns pontos, como esse, possa se manifestar a favor dos trabalhadores”, pede o deputado.

Ouça na íntegra a entrevista completa: