Resistência

‘O Processo’ abre programação da Mostra de Cinema pela Democracia

Sucesso de crítica e de público, documentário será exibido na praça Santos Andrade, no centro de Curitiba, nesta segunda (30). A partir do dia 4, a Mostra passa a ser exibida na vigília Lula Livre

Reprodução
teaser processo

Sucesso de crítica e de público, o documentário mostra imagens e fatos pouco divulgados do processo que levou ao golpe

São Paulo – Vencedor da competição internacional de documentários Visions du Réel, em Nyon, na Suíça, e escolhido pelo público como o terceiro melhor da mostra Panorama, do Festival de Berlim, “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, vai abrir a programação da Mostra de Cinema pela Democracia em Curitiba que começa nesta segunda-feira (30), às 19 horas, na praça Santos Andrade, no centro.

Na praça Santos Andrade haverá sessões nos dias 2 e 3, sempre às 19 horas. E nos dias 4, 5 e 6, no mesmo horário, os filmes serão exibidos no acampamento Marisa Letícia, perto da Polícia Federal, onde o ex-presidente Lula está preso desde 7 de abril.

A Mostra Cinema pela Democracia é uma iniciativa de produtores, cineastas, técnicos e artistas em uma organização coletiva e suprapartidária, unidos na luta pela democracia em todos os âmbitos, e contra os retrocessos que vêm sendo incessantemente impostos.

Segundo a organização, exibir o documentário no âmbito da vigília Lula Livre é uma maneira de somar forças à resistência pela democracia incessantemente golpeada neste país. “Iremos resistir com arte, lutar nas ruas e nas telas! Agir na disputa de narrativas que se trava no Brasil sob golpe legislativo, jurídico e midiático”, diz a mensagem na página da mostra.

As apresentações são gratuitas, ao ar livre. Mas toda e qualquer contribuição até o fim da ação é bem vinda para ajudar a cobrir compromisso assumidos durante a produção.

ReproduçãoO processo documentário
Cartaz oficial do documentário O Processo, de Maria Augusta Ramos

Alguns dos títulos já confirmados na programação são: Linha de Montagem, de Renato Tapajós; Martírio, de Vincent Carelli: Joaquim, de Marcelo Gomes; Peripatético, de Jéssica Queiroz e Nóis por Nóis, de Jandir Santin e Aly Muritiba.

450 horas

Para realizar o documentário, Maria Augusta acompanhou durante meses o processo que levou ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff mesmo sem a existência de crime de responsabilidade.

No total reuniu 450 horas de filmagens feitas por ela e sua equipe nos corredores do Congresso Nacional, em entrevistas coletivas, sessões de votação na Câmara dos Deputados e no Senado – um testemunho nunca mostrado dos bastidores do golpe de estado de 2016.

Depois de Berlim e da Suíça, o documentário estará no Canadá, em Portugal, na Espanha, Inglaterra e volta para a Alemanha, desta vez para Munique.