Expectativa

Prazo termina, e país aguarda manifestação de Lula

Multidão se concentra diante do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Às 17h em ponto, manifestantes fizeram contagem regressiva e gritaram que 'não tem arrego'. Sindicalista diz que água foi cortada

Adonis Bernardes/SMABC
lula

Desde ontem, sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo, concentra resistência em torno de Lula

São Paulo – Já no fim do prazo fixado pelo juiz Sérgio Moro para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se apresente em Curitiba, o petista segue na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, onde está desde ontem, quando sua prisão foi decretada. Uma multidão se concentra do lado de fora, esperando um pronunciamento de Lula. Ainda não se sabe qual será a decisão do ex-presidente. Às 17h em ponto, oradores fizeram contagem regressiva e os manifestantes gritaram “não tem arrego”. 

Às 17h15, o presidente da CUT de São Paulo, Douglas Izzo, informou que a água do sindicato foi cortada. “A orientação neste momento é a gente ficar aqui e resistir, resistir, resistir e resistir.”

Em um carro de som diante da entidade, oradores se revezam. Já falaram representantes de religiões, a deputada federal Luiza Erundina (Psol-SP), o coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, e as presidentas da União da Juventude Socialista (UJS), Carina Vitral, e da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marianna Dias, além do presidente da CTB, Adilson Araújo, entre outros. Às 16h54, os manifestantes passaram a cantar o jingle Lula lá, usado pelo petista em campanhas presidenciais.

A expectativa era de que Lula fizesse um pronunciamento por volta das 16h. Pouco antes, familiares do ex-presidente saíram da sala onde ele se encontra, sem conversar com jornalistas. Os representantes dos movimentos seguem falando em resistência contra a prisão e em defesa de seu direito de participar das eleições de outubro.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) informou que pelo menos 15 mil pessoas participaram de bloqueios de rodovias em 16 estados. Foram mais de 50 pontos de bloqueio. 

 

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