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RESISTÊNCIA

‘O Brasil deve muito a esse metalúrgico’, diz Dom Angélico

Ao chegar à sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, religioso disse que Lula está sendo punido porque fez um governo voltado para o povo
Publicado por Vitor Nuzzi, da RBA
10:53
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“Isso é um desrespeito solene à democracia”, afirmou Dom Angélico sobre a ordem de prisão de Lula

São Bernardo do Campo (SP) – Dom Angélico Sândalo Bernardino conheceu Lula ainda nos anos 1970, quando atuava na Pastoral Operária. “Lula é meu amigo. O Brasil deve muito a esse metalúrgico”, afirmou o religioso ao chegar à sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, às 9h deste sábado (7). Dom Angélico celebrará o ato religioso em memória da ex-primeira-dama Marisa Letícia, que hoje completaria 68 anos.

Ele afirmou que Lula, quando presidente, “fez um governo voltado para o povo”. O religioso lembrou do golpe de 1964 para afirmar que o Brasil vive um momento semelhante, em golpe do poder econômico com apoio do Parlamento. “Isso é um desrespeito solene à democracia.”

O religioso afirmou ser amplamente favorável à punição de crimes de corrupção, mas lembrou que não basta ser acusado, é preciso provar. “Parte do Supremo foi politizada. O próprio comandante do Exército pisou na Constituição”, afirmou, em referência ao general Eduardo Villas Boas, que na noite anterior ao julgamento do habeas corpus preventivo de Lula no Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta-feira (4), pressionou veladamente a Suprema Corte, por meio de sua conta no Twitter, pela rejeição do pedido.

Mesmo assim, Dom Angélico prefere manter o otimismo. “Sou um brasileiro que era jornalista no golpe militar de 1964. “Minha palavra é sempre de esperança”. Falando de Lula, ele afirmou que “a cabeça dele e o coração não estão presos”. “Espero que, para o bem do Brasil, não seja por muito tempo”, acrescentou.

Às 9h20, chegaram ao sindicato os senadores petistas Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do partido, e Lindbergh Farias, e pouco depois vários artistas, entre eles, Osmar Prado, Celso Frateschi e Ailton Graça. O ato religioso será celebrado em frente ao sindicato, no carro de som estacionado no local.