Você está aqui: Página Inicial / Política / 2018 / 02 / Meirelles sugere candidatura a presidente e pressiona Kassab

Eleições 2018

Meirelles sugere candidatura a presidente e pressiona Kassab

Ministro diz que ex-prefeito de São Paulo terá que escolher entre candidatura a vice-governador ou colocar PSD na corrida presidencial e indica que Planalto terá candidato: ele mesmo ou Temer
por Redação RBA publicado 25/02/2018 12h03
Ministro diz que ex-prefeito de São Paulo terá que escolher entre candidatura a vice-governador ou colocar PSD na corrida presidencial e indica que Planalto terá candidato: ele mesmo ou Temer
Gabriella Collodetti/MF
henrique meirelles

"A melhor estratégia é ter um único candidato para representar esse programa de reformas que está sendo conduzido"

São Paulo  Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles indicou que trabalha com a hipótese de ser candidato à presidência da República nas eleições de outubro de 2018. A dúvida seria por qual partido.

A legenda atual de Meirelles, o PSD, negocia com o PSDB de São Paulo para ter a vaga de vice na chapa que vai disputar o governo do estado. De acordo com as articulações, o presidente da legenda e ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ficaria com a vaga. Na entrevista, Meirelles pressionou publicamente o comandante da sigla e atual ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

"A questão que estamos discutindo é qual será o meu partido. Tive ótimas conversas com Kassab. Ele vai se posicionar em relação a fatos concretos: ter um candidato a presidente da República ou ter candidato a vice-governador de São Paulo. No caso, ele próprio", diz.

Caso saia do PSD, o destino de Meirelles deve ser o MDB. O partido levaria adiante a candidatura que teria como missão representar os atuais ocupantes do Planalto. "Certamente haverá um candidato apoiado pelo governo. O mais provável é ser o presidente ou eu próprio." Ele ainda disse não ter intenção de sair como vice de nenhuma chapa e reafirmou que, neste ou no próximo governo, vai defender a aprovação da "reforma" da Previdência.

Para o ministro da Fazenda, não é necessário que haja apenas uma candidatura defendendo o projeto político idealizado pelas "reformas" que o governo Temer propõe. "É absolutamente plausível ter dois candidatos. Nada impediria e verificaríamos quem iria para o segundo turno ou não. Dito isso, acho que a melhor estratégia é ter um único candidato para representar esse programa de reformas que está sendo conduzido. Eu e o presidente estamos juntos nesse projeto e vamos chegar a um acordo."