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utilização indevida

Prefeito de Porto Alegre pede Força Nacional e Exército no julgamento de Lula

Marchezan Jr alega temer ameaça de confronto propagada em redes sociais. Porém, o próprio prefeito, ligado ao MBL, já usou várias vezes perfil oficial para fazer brincadeira contra integrantes do PT
por Lilian Milena, do GGN publicado 04/01/2018 15h31
Marchezan Jr alega temer ameaça de confronto propagada em redes sociais. Porém, o próprio prefeito, ligado ao MBL, já usou várias vezes perfil oficial para fazer brincadeira contra integrantes do PT
PSDB/REPRODUÇÃO
Nelson Marchezan Júnior

Nelson Marchezan Júnior já foi alvo de representação no MP por improbidade administrativa

GGN - O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), solicitou ao governo federal o apoio do Exército e da Força Nacional no dia do julgamento do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para 24 de janeiro no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), na capital gaúcha. O argumento usado foi "a segurança da população e a preservação do patrimônio público". O prefeito diz temer confrontos de manifestantes.

No ofício endereçado nesta terça-feira (3) ao presidente Michel Temer e ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, Marchezan Jr. aponta "menção à desobediência civil e luta propugnadas nas redes sociais por alguns políticos, inclusive Senadores da República". O prefeito., que é ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), tem um histórico de uso da sua conta oficial do Facebook para fazer brincadeiras direcionadas a integrantes do PT, como o ex-presidente Lula. Em um dos casos, divulgou um vídeo em que dizia estar "em um dos porões da prefeitura", se lembrando de Lula, porque o local costumava abrigar uma cadeia.

A utilização indevida da estrutura da prefeitura, inclusive, foi um dos argumentos utilizados pelo diretório municipal do PT para, em julho do ano passado, entrar com uma representação no Ministério Público contra Marchezan Jr. por improbidade administrativa.

O ofício de ontem, pedindo o auxílio da Força Nacional, também foi encaminhado ao governador José Ivo Sartori e ao secretário da Segurança Pública do Estado, Cezar Schirmer, solicitando a mobilização da Brigada Militar e da Polícia Civil.

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