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Na antevéspera de julgamento, manifesto pró Lula atinge 200 mil adesões

Economista grego, viúva do escritor José Saramago e diretor teatral Zé Celso aumentam lista de defensores da candidatura do ex-presidente
por Redação RBA publicado 22/01/2018 17h51, última modificação 22/01/2018 18h04
Economista grego, viúva do escritor José Saramago e diretor teatral Zé Celso aumentam lista de defensores da candidatura do ex-presidente
Reprodução
manifesto

A escritora Pilar del Rio Sánchez, viúva de José Saramago, também assinou o documento em apoio ao ex-presidente

São Paulo – O manifesto Eleição sem Lula é fraude, disponível na internet, atingiu a marca de 200 mil adesões às 17h51 desta segunda-feira (22), dois dias antes do julgamento de recurso do ex-presidente no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. As assinaturas de apoio vêm de todas as regiões. Na semana passada, por exemplo, o diplomata e ex-ministro Celso Amorim informou que 10% tinham a Argentina como procedência.

Entre os signatários divulgados, estão o economista grego Yanis Varoufakis e a escritora Pilar del Rio Sánchez, presidenta da Fundação José Saramago (e viúva do escritor português). Também assinam o documento os escritores Eric Nepomuceno, Miguel Souza Tavares (Portugal), Mario Prata, Milton Hatoum e Raduar Nassar, e atores como Marieta Severo e Wagner Moura. O diretor teatral José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, está na lista. Na semana passada, vários artistas participaram de atos no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Os ex-presidentes José  "Pepe" Mujica (Uruguai), Rafael Correa (Equador), Cristina Kirchner (Argentina) e Ernesto Samper (Colômbia) também assinam o documento, além do filósofo norte-americano Noam Chomsky, dos cineasta Costa-Gravas e Oliver Stone, do sociólogo português Boaventura de Sousa Santos e do ex-primeiro-ministro italiano Massimo D´Alema. Presidenciáveis como Aldo Rebelo (PSB) e Manuela d´Ávila (PCdoB) reforçam o apoio a Lula. Cotado como candidato do Psol, o líder dos sem-teto (MTST) Guilherme Boulos também defende o direito do ex-presidente se candidatar.

Do movimento sindical brasileiro, constam assinaturas de nomes ligados a diferentes centrais, como Vagner Freitas (CUT), Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (Força Sindical), Adilson Araújo (CTB) e Edson Carneiro, o Índio (Intersindical). Outro a assinar é Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares.

Integram o manifesto a economista Maria da Conceição Tavares, as professoras Lilia Moritz Schwarcz e Maria Victoria Benevides, o professor Michael Kennedy (Brown University, nos Estados Unidos), o historiador inglês Peter Burke e o geógrafo e ex-embaixador francês Michel Foucher.