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ELEIÇÕES 2018

Gleisi: liderança de Lula em todos os cenários se deve a comparação de projetos

Em artigo, presidenta petista diz que ex-presidente resiste a ataques na mídia e que população rejeita medidas a toque de caixa por "governo ilegítimo". DataFolha mostra Lula na frente com 35%
por Redação RBA publicado 02/10/2017 12h06, última modificação 02/10/2017 12h45
Em artigo, presidenta petista diz que ex-presidente resiste a ataques na mídia e que população rejeita medidas a toque de caixa por "governo ilegítimo". DataFolha mostra Lula na frente com 35%
Roberto Parizotti/CUT
Gleisi Hoffmann

Segundo Gleisi, efeitos dos governos de Lula na vida das pessoas são mais fortes do que a perseguição midiática

Brasília – A senadora Gleisi Hoffmann (PR) afirma em artigo veiculado hoje (3) que "a vitória de Lula em todos os cenários" já está virando rotina. "É só trocar o nome do instituto e do veículo que encomendou a pesquisa. A manchete se repete, mas com índices cada vez maiores", diz a presidenta nacional do PT. Gleisi se refere ao resultado da pesquisa Datafolha divulgada no último sábado (30), que mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança em todos os cenários previstos para as eleições do próximo ano à presidência da República.

A ampliação da liderança de Lula e da rejeição ao governo de Michel Temer vem sendo observada em pesquisas divulgadas recentemente pelo Vox Populi a pedido da CUT, da MDA por encomenda da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e do Ibope, em parceria com Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O Datafolha ouviu 2.772 pessoas em 194 municípios na última semana e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O resultado confere a Lula pelo menos 35% das intenções de voto para a Presidência da República. Em eventual segundo turno, o menor percentual atribuído a ele em diferentes cenários é de 44%.

“Apesar das tantas perseguições e dos sucessivos ataques, o maior líder popular brasileiro segue firme na frente das pesquisas porque, primeiro, já provou que governa para a maioria da população e para aqueles que mais necessitam de políticas públicas. Ao priorizar a inclusão, espalha progressivamente o Estado de bem-estar social para o país”, afirma a senadora.

A pesquisa Datafolha foi divulgada no sábado (30), dia de menor audiência nos meios de comunicação. Nesta segunda, o jornal divulgou um "recorte" da sondagem em que afirma que maioria afirma haver elementos suficientes para que seja pedida prisão para Lula.

Do jornalista Fernando Brito, no Tijolaço: A Folha inova ao incluir na pesquisa, cujo resultado é perturbador para a mídia, pergunta sobre a prisão de Lula: "Ao melhor estilo do Coliseu romano, põe a decisão sobre vida e a liberdade de alguém na base ou 'você acha' que Lula deveria ser preso? Por que não logo 'executado'? Ficaria mais coerente com o tipo de linchamento proposto. 

“As pessoas sabem que todos os segmentos são beneficiados quando o povo não passa fome, garante a permanência dos filhos na escola, mantém em dia o monitoramento da saúde preventiva da família e ainda tem poder aquisitivo para assegurar minimamente seu sustento e sua participação social”, acrescenta o texto da senadora.

Segundo Gleisi, a preferência por Lula é também resultado do impacto negativo das medidas praticadas pelo "governo ilegítimo" de Michel Temer (PMDB) em tempo recorde. "Basta pensarmos no desmonte completo do Estado democrático de direito, na perda de direitos e na diminuição significativa da qualidade de vida da população. Um governo alheio às necessidades do povo, que governa para os ricos e para aqueles que não precisam do Estado, mas se utilizam dele para obter vantagens", observa.

Detalhes da pesquisa

A pesquisa Datafolha aponta o ex-presidente na liderança em todos os cenários e à frente dos concorrentes mais prováveis nas projeções de segundo turno. Lula lidera as intenções de voto para presidente em 2018 com pelo menos 35% das intenções de voto, em vantagem significativa sobre o principal adversário.

Na segunda colocação, há um empate técnico entre Jair Bolsonaro (PSC) e Marina Silva (Rede). Em distintos cenários, Bolsonaro tem entre 16% e 17% e Marina varia de 13% a 14%. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da capital paulista, João Doria (PSDB), aparecem empatados com 8%. 

É a primeira vez no Datafolha que Lula lidera também em todos os cenários de segundo turno. Em junho, o petista foi apontado com entre 29% e 30% das preferências, enquanto Bolsonaro e Marina figuraram em segundo lugar, com 16% e 15%, respectivamente.

O analista e especialista em marketing político Alexandre Bandeira credita o resultado da pesquisa ao fato de Lula ser candidato efetivamente mais lembrado em relação aos demais e por seus dois governos terem sido bem aprovados. Em relação às denúncias e decisões do Judiciário, Bandeira diz que que é preciso lembrar a situação peculiar em que se encontra o país, em que políticos de vários partidos estão sendo denunciados e processados, não apenas o PT.

“O principal antagonista das últimas eleições, que foi o senador Aécio Neves (PSDB-MG) está enrolado em denúncias e com a decisão judicial do Supremo Tribunal Federal. E o presidente Temer e todo o PMDB também”, observa. Ele pondera, ainda, o fato de que os percentuais são computados como se a eleição fosse hoje e, certamente, muita coisa vai mudar até lá. “Como este cenário ficará até o ano que vem precisa ser acompanhado, até mesmo em razão dos próprios nomes citados como presidenciáveis que vão assumir, de fato, disposição para entrar na disputa.”