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Panatenaico

PF prende ex-governadores do DF e assessor de Temer por desvios em estádio

Investigadores buscam provas de suposto conluio entre empreiteiras e agentes públicos na reforma do Estádio Mané Garrincha para a Copa do Mundo no Brasil
Publicado por Redação RBA
12:19
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Reprodução/EBC
Arruda, Queiroz e Filippelli

Ex-governadores e ex-vice teriam recebido vantagens de empreiteiras que venceram licitação para reformar estádio

São Paulo – A Polícia Federal do Distrito Federal cumpre mandados de prisão preventiva na manhã desta terça-feira (23) contra 10 agentes públicos em suposto envolvimento no superfaturamento das obras do Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Entre eles, estão os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT), e o assessor especial da presidência da República Tadeu Filippelli (PMDB), ex-vice de Agnelo. Após a prisão, Filippelli foi exonerado pelo presidente Michel Temer.

Arruda já se encontra detido na sede da PF, em Brasília, e os agentes aguardam a chegada dos demais suspeitos. Além das prisões, foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão e três de condução coercitiva no âmbito da operação Panatenaico (alusão ao estádio grego de mesmo nome, um dos mais antigos do mundo, reformado para a realização dos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, em 1886). 

De acordo com nota do Ministério Público do Distrito Federal, também foi determinada a indisponibilidade de bens de 13 envolvidos até o limite de R$ 60 milhões. O objetivo dessas ações é encontrar provas de que foi constituído um cartel entre várias empreiteiras para burlar e fraudar o caráter competitivo da licitação da reforma do estádio, em preparação para a Copa do Mundo do Brasil em 2014. Como contrapartida, os vencedores pagaram propina a agentes políticos e públicos, que estão entre os alvos da operação.

A reconstrução do antigo Mané Garrincha foi estimada inicialmente em R$ 690 milhões, mas acabou custando cerca de R$ 1,5 bilhão, o que fez com que o estádio se tornasse o mais caro entre os 12 que receberam os jogos da Copa do Mundo de 2014. O dinheiro saiu dos cofres da Terracap, empresa pública do Governo do Distrito Federal, cujo capital é formado da seguinte forma: 51% do GDF e 49% da União.

Com informações da Agência Brasil